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sábado, 2 de abril de 2016

REGADOR

Regador

Domingo, 03 de abril de 2016 – Tempo de Páscoa – Lc 3. 15-22

I – Puxando pela memória: O texto nos coloca no limite e no confronto entre dois ministérios. Um, o de João Batista que está no seu ocaso e o outro, o de Jesus, está prestes a começar. Fica claro que o ministério do Batista era exitoso e todo o povo o tinha como um ministro tão fiel e zeloso que muitos já se interrogavam não seria ele o Messias. A prova da legitimidade e da autoridade do Batista é que ele se recusa a aceitar qualquer comparação, por menor que seja, com a pessoa e a obra de Cristo. Todo ministro e todo ministério fiel deve apontar com clareza e exclusividade para Cristo. Outra marca de que João assumira com diligência e senso da grandiosidade de seu ministério foi que ele não reduziu, acomodou ou suavizou as exigências da Boa Nova nem mesmo sob o risco de perder a vida. Um ministro fiel sabe que sua mensagem e sua missão transcendem a sua pessoa. Jesus é o único que tem direito de esposo sobre a Igreja, por isso João Batista não pode sequer cumprir a lei do levirato (Dt 25.9), pois Jesus não cederá os seus direitos a outrem. Ele é o que batiza com o Espírito para a salvação dos eleitos e batiza com fogo para o julgamento e condenação dos incrédulos e para a pureza de sua amada igreja. Evidentemente que em nosso tempo, o ministério de Jesus mais perceptível aos nossos olhos é o Batismo com o Espírito de cujo batismo com água é mero sinal exterior. O batismo com fogo está reservado para o tempo do fim, mas desde agora, Jesus exerce direito e juízo sobre a sua Igreja. O batismo de Jesus dá início ao seu ministério público. Lucas une o batismo à oração para demonstrar que no batismo uma vida de intensa e profunda comunhão com o Pai deve ter início e ir crescendo em graça, verdade, conhecimento e amor até à perfeição da eternidade. Lucas apresenta o testemunho do Espírito e do Pai para declarar que a autoridade de Jesus é maior do que a de João reconhecido apenas pelos homens. Todavia, o Pai não declara às multidões, mas assegura ao próprio Jesus: “Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo”. Esta é a certeza e a força que motivou Jesus Cristo em todo o seu ministério até a cruz. Mesmo experimentando o abandono como homem em lugar dos pecadores o Filho eterno de Deus jamais esqueceu ou pode duvidar desta declaração pessoal de amor. Também os cristãos em sua regeneração e justificação ouvem em seu íntimo essa mesma declaração. O Espírito Santo se encarrega de ser nossa consciência permanente para não cedermos à tentação e ainda nos animar em nossa busca por santificação todos os dias.

II – Provocando: Todo cristão é um ministro de Cristo. Sua vida exalta a Cristo? Sua fidelidade aponta para os méritos e a pessoa de Cristo? Como filho de Deus você valoriza, nutre e deseja sempre maior intimidade com o Pai? Diga fatos concretos.

III – Bebendo na fonte: Leia as perguntas 165-167 do Catecismo Maior de Westminster e responda: Quais os benefícios e as exigências do batismo cristão?

IV – Leituras Bíblicas: Seg.: Gl 3.27; Ter.: At 22.16; Qua.: Jo 3.5; Qui.: Cl 2.11,12; Sex.: At 4. 21; Sáb.: 1Co 1. 11,13.

V – Hinos: Seg.: HNC 207; Ter.: HNC 208; Qua.: HNC 210; Qui.: HNC 212; Sex.: HNC 2013; Sáb.: HNC 214.

VI – Literatura sugerida:A Glória de Cristo” – J. Owen. Ed. PES.

Oração:

Ó Deus, que na ressurreição do Teu Filho adquiriste um povo para a tua propriedade e louvor. Concede aos que foram lavados nas águas do batismo testemunhar com a própria vida o Salvador de suas almas, Jesus Cristo, no Nome de quem oramos. Amém” – (Oração do LOC adaptado)

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