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sábado, 17 de junho de 2017

REGADOR

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18 de junho de 2017 – 11º Domingo do Tempo Comum – Verde
Romanos 6.15-23

I – Puxando pela memória: No domingo passado, vimos que o contexto canônico em que se encontra o capítulo 6 apresenta o indicativo da vida cristã: morremos e fomos ressuscitados com Cristo. Isto se estende até o capítulo 8.16, no qual Paulo se dedica ao tema da santificação como decorrência inevitável da justificação. Este tema ele já havia tratado do capítulo 3.21 até o capítulo 5.21.
O argumento dos versículos 15-23 é brevemente o seguinte: o princípio de que não estamos sob a lei (Mosaica) leva à ilegalidade e ao pecado? Não! Pois, embora estejamos livres da lei mosaica como tal, ainda estamos sob a lei da justiça (1 Co. 9:21 “Não sendo sem lei para Deus, mas sob a lei de Cristo”.). Somos livres da lei e livres do pecado, mas somos fiéis à justiça. Veja o que diz o versículo 18. "E, sendo libertos do pecado, tornaram-se servos da justiça".
Como pano de fundo, Paulo usa o imperativo da vida cristã: “agora vivam em conformidade de vida”, Romanos 6.11-13. Ele nos chama a atenção novamente no versículo 15: “não viva pecando”; v.18: “libertados do pecado, sede servos da justiça”; v. 22: “aquele que foi justificado e santificado, agora vive de maneira diferente cultivando o fruto para a santificação e obedecendo aos preceitos que estão nas Escrituras Sagradas”. Tudo isso está ligado ao v. 4 no qual Paulo diz que devemos andar em novidade de vida. Esta novidade é: Cristo morreu para o pecado – os cristãos morreram com Cristo; logo, os cristãos morreram para o pecado e agora devem viver de maneira diferente se santificando a cada dia e um dos resultados é a obediência.
Nós só conseguimos produzir bons frutos agora, porque Jesus Cristo cumpriu toda a obra de salvação e redenção de maneira perfeita em obediência; em vista disso, foi colocado em nós o Espírito Santo da verdade. Através deste, vamos lutando e fugindo do pecado todos os dias e com isso, diariamente, vamos nos santificando em nossa caminhada aqui neste mundo, para que quando Cristo voltar para buscar a sua igreja, subamos com Ele e na glória seremos perfeitamente santo. Até lá, precisamos resistir a todas as ciladas, tentações e provas que sobrevirão até nós, obedecendo ao nosso Senhor Jesus Cristo, pois somos servos dele agora.

II – Provocando: Quem é o autor da santificação? Quais são os frutos da santificação? A quem devo obedecer?

III – Bebendo na fonte: Leia na Confissão de Fé de Westminster – CFW – o capítulo XIII – Da Santificação e veja o processo gracioso que é implantado na regeneração é gradualmente desenvolvido na santificação nos envolvendo por inteiro e jamais será perfeita nesta vida, mas através da graça jamais fracassará. Este textos nos ajudam diante destas indagações. 1 Coríntios 6.11; 2 Tessalonicenses 2.13; 1 João 1,10; Romanos 7.18,23; Efésios 4.15,16; 2 Pedro 2 3.18; 2 Coríntios 3.18 e 7.1.

IV – Leituras: Seg.: Romanos 1.5; 3.8; 5.12, 20-21; 6.1-4; Ter.: João 8.34,36; 15.8,16; Qua.: Gálatas 5.13-15; 6.4-10 Qui.: Tiago 1.12-27; Sex.: 1 Pedro 1.13-25; Sáb.: 1 Pedro 2.1-10.

V – Hinos: Seg.: HNC 48; Ter.: HNC 90; Qua.: HNC 131; Qui.: HNC 284; Sex.: HNC 268; Sáb.: HNC 72.

VI – Sugestão de literatura:Santidade” – J.C. Ryle. Editora Fiel,


Esforcem-se para viver em paz com todos e para serem santos; sem santidade ninguém verá o Senhor.
Hebreus 12:14.


Onipotente Deus,
concede a todas as pessoas chamadas a te seguir,
perseverança na proclamação de tua verdade,
e que, com ousadia ministrem a tua justiça com amor.
Mediante nosso Salvador Jesus Cristo,
que vive e contigo e com o Espírito Santo,
um só Deus, agora e sempre.
Amém.


Livro de Oração Comum, Próprio 6, Tempo Comum 11. p. 450

sábado, 3 de junho de 2017

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Domingo de Pentecostes – 04 de junho de 2017 – At 2. 1-13 – Cor: Vermelho

I – Puxando pela memória: A Festa de Pentecostes é uma herança bíblica que a igreja cristã herdou e deu novo significado. Essa festa no contexto do Antigo Testamento e ao longo da tradição litúrgica judaica recebeu sempre significados novos. Uma festa agrícola que celebrava os primeiros frutos das colheitas e a ação de graças pelas provisões divinas, cedeu lugar à celebração do dom da Lei outorgada por Deus no Monte Sinai. A Tradição cristã cedo entendeu que a solenidade de Pentecostes marca o nascimento para o mundo da igreja e dá início à sua missão. A festa de pentecostes indica ainda a catolicidade da igreja que deve dirigir-se e abrir-se aos povos de todos os cantos da terra, representados naqueles judeus tementes a Deus, estrangeiros, que estavam em Jerusalém por ocasião da festa. E não só a catolicidade da Igreja é aqui celebrada, mas também a sua natureza multiétnica, internacional, transcultural e contextual. Uma igreja que não pode identificar-se com nenhuma cultura, língua e nação, mas que deve inserir-se plenamente em cada contexto para que a mensagem de Cristo seja perfeitamente compreendida, assimilada, obedecida e vivida. A vinda do Espírito Santo sela definitivamente os atos redentores da cruz de Cristo, aplica-os com eficácia na alma dos discípulos, cumpre a promessa do Pai, tão bem apresentado por Pedro na citação de Joel. Em Pentecostes, o Espírito Santo tira a igreja da clandestinidade e da tibieza causada pelo medo e pela incredulidade. Os apóstolos, e depois deles cada cristão, é empoderado, comissionado e enviado ao mundo na qualidade de testemunha-arauto do Evangelho. A tradição teológica da Igreja intuiu desde cedo que outra função de Pentecostes é curar a divisão de Babel na confusão das línguas e animosidade entre os povos. A igreja, corpo de Cristo, é o princípio visível da unidade que deve haver na humanidade redimida. Jesus na cruz derrubou o muro de separação que havia entre os homens, de dois povos fez um só, e os reuniu em sua igreja como membros de seu corpo, Ele que é a cabeça. Agora, já não há homem, mulher, escravo, livre, judeu, grego, bárbaro ou cita. Todos são um só no Senhor. Que o Espírito Santo desperte as nossas consciências para que possamos cumprir nossa missão de testemunhas-arautos do Evangelho no mundo.

II – Provocando: Encher-se do Espírito é uma ordenança do Apóstolo Paulo. Que coisas você tem feito para encher-se do Espírito? Você percebe o Espírito Santo controlando a sua vida? Diga coisas concretas.

III – Bebendo na fonte: Leia os seguintes textos bíblicos e diga qual o seu entendimento da pessoa e da função do Espírito Santo em sua vida: 2 Pe 1.21; 2 Tm 3.16; Jo 14.16; 15.26; 16.7-11; 2 Co 1.22; Rm 8.16,26; Hb 2.4.

IV - Leituras Bíblicas: Seg.: Lc 11.13; Ter.: At 1.5; Qua.: Tt 3. 4-7; Qui.: 1 Co 3. 16-17; At 8. 29,37; Sex.: Rm 8.15; Ef 4.30; Sáb.: Jo 14.16.

V – Hinos: Seg.: HNC 81; Ter.: HNC 82; Qua.: HNC 83; Qui.: HNC 84; Sex.: HNC 85; Sáb.: HNC 86.

VI – Literatura Sugerida: A situação crítica do homem e o poder de DeusD.M. Lloyd-Jones – PES.

Oração:
“Vinde Espírito Santo, enche-nos do teu amor. Vista a tua igreja e renova a face da Terra. Desperta em nós a vida e faze de nós testemunhas e missionários do Evangelho. Concede-nos poder para o mal, o pecado e a morte vencer.” (Oração Celta).

sábado, 20 de maio de 2017

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21 de maio de 2017 – 6º Domingo da Páscoa – Branco - Romanos 5.12-21

I – Puxando pela memória: A ênfase deste texto é a abundância da graça. Aqui o apóstolo contrasta o reino do pecado com o reino da graça e mostra que, embora haja um ponto de semelhança entre eles, há muitos pontos em que eles diferem, e em que a graça triunfa sobre o pecado. Tudo isto é para o encorajamento do pecador, para que ele possa ser levado do cativeiro do pecado para a esperança e viver sob a influência da misericórdia de Deus. Num resumo destes versículos podemos dizer que: A graça e o pecado vêm por uma pessoa. "Por um homem entrou o pecado no mundo, e a morte pelo pecado" (versículo 12); "Por meio da ofensa de um muitos morreram" (versículo 15); "A morte reinou por um" (ver 17); "Pela desobediência de um só homem muitos foram feitos pecadores" (versículo 19). Assim também com o reino da graça. "A graça de Deus e o dom pela graça, que é por um só homem, Jesus Cristo" (versículo 15); "Aqueles que recebem abundância de graça e do dom da justiça reinarão na vida por um, Jesus Cristo" (verso 17); "Assim, pela obediência de um, muitos serão feitos justos" (versículo 19). Observe aqui o poder do indivíduo para o bem ou para o mal. Nossos atos são difundidos em suas influências e eternas em suas consequências. "Nenhum de nós vive para si mesmo". Será que a nossa vida será uma maldição para aqueles que nos rodeiam, ou uma bênção? Estaremos entre aqueles cuja meta e missão no mundo parece ser fazer todo o mal ou toda a maldade que podem? Ou estaremos entre aqueles que tentam seguir os passos daquele que "andava todos os dias fazendo o bem"?As repostas para as perguntas acima são: "Graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo" 1 Cor 15:57. Graças a Deus que por meio de Jesus Cristo temos o perdão dos nossos pecados. Graças a Deus que através de Jesus Cristo temos nova vida e vida eterna assegurada. Graças a Deus que por causa de Jesus Cristo nossos pecados foram perdoados, nossa dívida está quitada e agora podemos chamar Deus de Pai e como extensão destas bênçãos temos uma família que está sendo ajuntada dia após dia para o encontro final. Graças a Deus que em Cristo temos nossa herança celestial garantida e a certeza de que Nele tudo está seguro para sempre. Se por um lado o pecado abundou, graças a Deus que a graça superabundou.

II – Provocando: O que é o pecado original? Como isso nos afeta? Como devemos compreendê-lo? Quais são os problemas relacionados com ele?

III – Bebendo na fonte: Leia na Confissão de Fé de Westminster – CFW – o capítulo VIII De Cristo O Mediador, o capítulo XII Da Adoção e os textos bíblicos e veja como Jesus Cristo faz a graça ser superabundante na vida dos seus. Veja também estes textos: 1 Coríntios 15.21,22;45; Romanos 3.20; 4.15; 1 João 3.4,5; Isaías 53.11; Mateus 20,28; 26.28; João 12.32; Hebreus 2.9; João 15.22; Gálatas 3.19,20;23; Lucas 7.47; 1Timóteo 1.14.

IV – Leituras: Seg.: Gênesis 2; Ter.: Gênesis 3; Qua.: Gênesis 4; Qui.: Romanos 5; Sex.: Romanos 8; Sáb.: Hebreus 7

V – Hinos: Seg.: HNC 192; Ter.: HNC 198; Qua.: HNC 164; Qui.: HNC 186; Sex.: HNC 42; Sáb.: HNC 54.

VI – Sugestão de literatura:Justificação e Regeneração” – Charles Leiter. Editora Fiel
Ó Deus, tu que preparaste para os que te amam coisas tão excelentes que excedem o nosso entendimento, inspira em nossos corações tanto amor por ti, que, amando-te em tudo e acima de tudo, alcancemos as tuas promessa que vão além de tudo o que podemos desejar; por Jesus Cristo, teu Filho, nosso Senhor, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só deus agora e sempre. Amém.  Livro de Oração Comum, coletas, p.161.

sábado, 13 de maio de 2017

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14 de maio de 2017 – Romanos 5.1-11 – Dia das Mães – 5º Domingo do Tempo pascal – Branco

I – Puxando pela memória: Domingo passado vimos em termos “jurídicos” o que é a justificação e como ela foi creditada a nós, de maneira graciosa, imerecida e totalmente voluntária da parte de Deus. Não a nossa, mas a justiça de Cristo, sua retidão, satisfez as justas reivindicações do Pai. Nesta nova seção, Paulo relega a linguagem jurídica a um plano secundário e segue-se um argumento com base na ética, onde o amor suplanta a justiça. Paulo começa tratando do efeito prático e imediato do pecador justificado em graça e que a recebe pela fé. A justificação que muda a nossa posição diante de Deus altera também a nossa relação com Ele. Agora, estamos reconciliados com o Pai. Antes, como filhos da rebeldia, odiávamos a Deus e nossa relação com Ele, caso houvesse alguma, era marcada por egoísmo, interesses escusos, escarnecedor, ingrato e injusto. Esta reconciliação significa ainda, que em Cristo e por causa de sua morte na cruz, Deus não tem mais “queixas” a nosso respeito, Ele oferece-nos a sua paz fazendo cessar a sua justíssima ira contra nós. Esta reconciliação leva-nos ao desfrute da graça e da paz que só Deus tem a oferecer. Por causa dessa nova e correta relação com o Pai até mesmo as vicissitudes de nossa história, como a tribulação, são usadas pelo Senhor e apreendida por nós como experiências que só nos fazem madurecer. É certo afirmar com o próprio Paulo então: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28). (Aliás, este capítulo cinco de Romanos deve ser lido sempre à luz do capítulo oito, supracitado). Todavia, devemos nos perguntar, o que o Apóstolo quer nos ensinar? Dentre as muitas lições que poderíamos extrair, Paulo deseja que consideremos a beleza, o imensurável, o maravilhoso amor do Pai que deu-nos uma prova cabal de seu amor por nós: A morte voluntária, porém terrível, de Cristo na cruz do Calvário. E Paulo quer que nós nunca nos esqueçamos da ‘loucura’ desse amor: Cristo morreu quando ainda éramos inimigos! Prova mais uma vez da maravilhosa Graça de Deus. Se, quando éramos então inimigos o Pai deu-nos tamanha prova de amor, o que Ele não fará por nós, agora que somo amigos? Vale lembrar aqui um outro texto de Paulo: “Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?... Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Rm 8.37-39). A vontade de Deus é que esperemos n’Ele e n’Ele descansemos, mesmo nas tribulações, porque Ele já provou o seu amor por nós.

II – Provocando: Escreva aqui o seu testemunho pessoal de sua experiência na nova relação com Deus mediante a justiça de Cristo e os frutos colhidos dessa paz e dessa Graça. Tendo Deus provado já o seu amor por você, como enfrenta as tribulações da vida?

III – Bebendo na fonte: Leia os nossos Documentos Confessionais: CFW 11.2; CH 21 e 90; CFW 18.1; CM 71 e 83;  BC 18 e diga qual o seu entendimento geral da doutrina da justificação.

IV – Leituras Bíblicas: Seg.: Rm 8.30; Rm 4. 4-8; Ter.: Tt 3.5-7; Jr 23.6; Qua.: 1Co 1.30-31; Fp 3.9; Qui.: jo 1.12; Rm 5.1; Sex.: Tg 2. 17,22,26; Ef 2.6-9; Sáb.: Rm 3.26; 2 Co 5.21.

V – Hinos: Seg.: HNC 144; Ter.: HNC 145; Qua.: HNC 150; Qui.: HNC 157; Sex.: HNC 167; Sáb.: HNC 169.

VI – Literatura: “Justificação e Regeneração” – Charles Letter – Ed. Fiel.

Oração:
Ó Deus, Pai de bondade, que nos redimistes e adotastes como filhos e filhas, concedei aos que creem em Cristo a liberdade verdadeira e a herança eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo(Manual de Culto da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos da América).


sábado, 22 de abril de 2017

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23 de abril de 2017 – Tempo da Páscoa – Branco – Romanos 3.19-31

I – Puxando pela memória: No capítulo 3, o apóstolo Paulo vai até o versículo 18 respondendo algumas objeções que foram aparecendo em face da confrontação que ele estava fazendo. Entretanto, no versículo 21 ele muda e começa a mostrar como a justificação, a redenção e a propiciação é realizada. Até então, ele estava dizendo como havia tornado devastadoramente claro que toda a humanidade é apanhada no pecado. Por isso, aqui, Paulo volta sua atenção para a maneira pela qual o pecado é superado. É central para a sua compreensão que nenhum mérito humano pode jamais iniciar este processo diante de Deus, mas que a morte de Cristo na cruz muda tudo isso. Paulo vê a morte de Cristo como um grande ato divino para a salvação dos pecadores; isto, porém, pode ser visto de muitos ângulos. Nesse texto, ele vai discorrer como isso acontece. Não há dúvidas de que ele viu na ação salvífica de Cristo à satisfação plena para as nossas necessidades, no entanto, que precisa ser entendida, e igualmente não há dúvida de que ele viu a provisão divina para atender a essa necessidade de maneira completa e perfeita. Paulo mostra a grandeza da obra salvadora de Cristo. Ele fala também da justiça de Deus, do pecado do homem e da salvação que nos é concedida gratuitamente em Cristo.
O termo do versículo 21 que diz: “mas agora”, é de extrema importância para nós hoje. Em resumo seria: Mas agora Deus interveio e providenciou uma passagem para você se achegar novamente a Ele. Esse caminho foi através da morte e ressurreição de Jesus Cristo. A situação humana foi radicalmente transformada por causa deste ato salvífico de Deus em Cristo. A obra justificadora de Deus é direcionada para aqueles que creem em Cristo; e, na sua morte sacrificial por eles um novo caminho foi feito até Deus. Com isso, podemos dizer que Deus permanece justo em si mesmo, estendendo sua salvação justa aos injustos por meio da pregação do evangelho.
Tendo em mente essas coisas, é para isso que fomos separados, chamados e designados por Deus; para proclamar a sua mensagem para todos os povos, línguas, raças e nações. E necessário que a partir deste texto, nosso coração se comprometa mais com a obra do Senhor, pois somos seus servos e devemos valorizar tão magnifica obra que Ele fez por nós. Lembremo-nos da maravilhosa mudança que Jesus Cristo fez por nós; pois, antes éramos pecadores condenados à morte eterna, mas agora...

II – Provocando: O que é justificação e como ela é um livre ato da graça de Deus? Depois de formular sua resposta, confira com os textos bíblicos. Romanos. 3:22-25, e 4:5-8; 5.1;8-10; 17-19; Efésios. 1:6-7; Atos. 10:43; Mateus 20.28; 1 Timóteo. 2:5-6; Isaías. 53:5-6; Hebreus. 7:22.
Como Deus está mostrando Sua ira agora? Como Deus quer que eu, como cristão, me comporte na sociedade?

III – Bebendo na fonte: Para saber mais sobre redenção e propiciação veja estes textos bíblicos. Hebreus. 9:12; 1Coríntios 1:20. João 3.5; 6:37,39 e 10:15-16. 1João 2.1,2; 4.10; Hebreus 4.14-16.

IV – Leituras: Seg.: Gênesis 3; Ter.: Romanos 5; Qua.: Efésios 1.3-14; Qui.: Efésios 2.1-10; Sex.: Apocalipse 2.10,11; Sáb.: Ezequiel 33.1-20

V – Hinos: Seg.: HNC 270; Ter.: HNC 13; Qua.: HNC 40; Qui.: HNC 41; Sex.: HNC 42; Sáb.: HNC 54.

VI – Sugestão de literatura: 
“Justificação e Regeneração” – Charles Leiter. Editora Fiel

“Fortaleza nossa, que, no mistério pascal, estabeleceste a nova aliança da reconciliação; concede que todos que renasceram na comunhão do Corpo de Cristo, demonstrem em suas vidas a fé que professam; mediante Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e para sempre. Amém.

sábado, 1 de abril de 2017

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Domingo, 02 de abril de 2017 – DOMINGO LETARAE – Rm 3. 1-18 – Cor: Róseo

I – Puxando pela memória:  Nesta perícope Paulo demonstra a igualdade fundamental que existe entre o judeu e o gentio. Ambos são pecadores e estão encerrados sob a ira de Deus. Estão sob o império do pecado. Cada um a seu modo, judeu e gentio, com ou sem lei, vivem na desobediência e na incredulidade. Evidentemente que Paulo sabia que ao descrever essa dura realidade da humanidade, ele não ficaria sem opositores e sem aqueles que com suas sutis e fúteis racionalizações, levantariam muitas objeções para se justificar diante de Deus e ainda, lançar sobre o próprio Deus a pecha de injusto ou de fazer reivindicações incoerentes. Paulo começa seu discurso falando sobre a situação de Israel quanto ao propósito de sua eleição (v.1). Á Israel foram confiados os oráculos de Deus, isto é, a Lei, os profetas e os demais escritos sagrados dentro da Aliança. Deus confiou a Israel com o propósito santo de atrair as nações pelo padrão de vida que Israel deveria ter, como um privilégio jamais concedido a qualquer outro povo. Todavia, muitos judeus falharam em não viver em conformidade com a Aliança. Muitos eram incrédulos e essa incredulidade não mudou a fidelidade do Senhor. Todavia, essa vantagem só aumentou a responsabilidade e a responsabilização de Israel. Pecando pela incredulidade, ficou exaltada a fidelidade e a justiça de Deus perante Israel e todas as nações. O pecado não promove a honra de Deus e se Deus não exterminou os judeus, não significa que ele foi conivente ou injusto. No uso de sua paciência e misericórdia o Senhor não fez ‘não-justiça’. Justiça/injustiça não tem relação com a misericórdia. Paulo termina perguntando então se há alguma vantagem para os cristãos gentios  na eleição, se eles, sem lei, tem algum mérito e a resposta é um sonoro não (v.9). Aqui, Paulo abre espaço para apresentar a suprema necessidade de Cristo como o Salvador tanto de judeus, quanto de gentios. Paulo prepara o cenário conveniente para exaltar a graça de Deus no dom da fé, na justificação pela fé e apresentar o Evangelho da salvação. Também a nós Deus confiou os seus oráculos. Também nós estamos sob o signo de uma Aliança nova e eterna. Não há vantagens quando o mérito não é levado em conta. Mas, há um privilégio inegável, crendo em Cristo e nele confiando, por Ele clamando e a Ele obedecendo, sua justiça creditada a nós , nos faz alvos da misericórdia de Deus e livres de sua ira vindoura.

II – Provocando: Há alguma real vantagem em se ter nascido em “berço evangélico”? Qual a responsabilidade de alguém que nasce e cresce sob a educação da fé e o conhecimento do Evangelho? Cristo continua necessário para você a ponto de você não crer que você seja merecedor de algo da parte de Deus? Justifique cada uma de suas respostas.

III – Bebendo na fonte:  Leia 2 Pe 1.10; 1 Ts 1.4 e Gl 2.21 e responda: O que você entende por ‘vantagem” ou “privilégio” da Eleição?

IV – leituras Bíblicas: Seg.: Rm 11.28; Ter.: Rm 11.23; Qua.: Hb 3.19; Qui.: Hb 6.1; Sex.: Rm 11.5; Sáb.: Rm 9.11.

V – Hinos: Seg.: HNC 31; Ter.: HNC 32;  Qua.: HNC 34; Qui.: HNC 96; Sex.: HNC 95; Sáb.: HNC 120.

VI – Sugestão de Literatura:O Deus amordaçado” – D.A. Carson. Shedd. Ed.

Oração:
Ó Deus, que por vosso Filho realizais de modo admirável a reconciliação do gênero humano, concedei ao povo cristão correr ao encontro das festas que se aproximam, cheios de fervor e exultando de fé. Por Cristo Nosso Senhor. Amém”. (Ritual e Cerimônias da Igreja Luterana).

sábado, 25 de março de 2017

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26 de março de 2017 – Tempo em Preparação para a Páscoa – Roxo – Romanos 2.17-29

I – Puxando pela memória: Domingo retrasado vimos a condição de Paulo como um cristão consciente de sua posição em Cristo como servo. Vimos que em sua chamada e separação para o ministério, Deus serviu-se da história pessoal de Paulo e suas circunstâncias peculiares a fim de prepará-lo, pela providência, para a obra do apostolado. Vimos também a natureza divina do Evangelho, seu conteúdo que é Cristo e o resultado de sua proclamação, a igreja dos santos que pertence a Cristo Jesus para desfrutar da Graça e da paz de Deus em Cristo. No domingo passado, o texto de Romanos 1.18-32 é simples, claro e natural. A chave para compreendermos esses versículos está no versículo 28 que diz: “desprezaram o conhecimento de Deus”. A exposição do evangelho confronta nossa vida, nosso ego, nossas ações e atitudes. Isso é tão forte e real para os nossos dias, que nós nos tornamos parecidos com aquilo que adoramos. No texto de hoje, Romanos 2. 17-29, o apóstolo Paulo chama a atenção dos cristãos por inúmeras atribuições que a eles haviam sido confiadas; entretanto, não estavam sendo bons exemplos ou passando de forma verdadeira os ensinos aos outros. Na verdade, eles estavam agindo e praticando erroneamente os princípios que deveriam ensinar aos que ainda não conheciam o Evangelho. Era para serem guia para os cegos, luz para os que estavam em trevas, instrutor dos ignorantes e mestre de crianças. Estes cristãos acomodaram-se de tal forma que o nome de Deus estava sendo blasfemado entre as outras nações por causa deles. E isso não é diferente em nossos dias. Nós, cristãos, deveríamos ser diferentes e pôr em prática tudo aquilo que aprendemos sistematicamente nos ensinamentos produzidos pelas Escrituras. Muitas coisas que acontecem hoje diante dos nossos olhos é fruto de um comodismo de nossa parte em não anunciar as Boas Novas do Evangelho de Jesus Cristo ao mundo. Nós precisamos pedir a Deus que nos ajude e nos capacite a realizar esta obra a cada dia. Necessitamos urgentemente de uma mudança interior radical, para que o nosso exterior revele aquilo que verdadeiramente somos interiormente; pois a boca fala do que está cheio o coração. Mateus 12:34.
II – Provocando: Ao ler as perguntas 137 a 142 do Catecismo Maior (CM) e os textos bíblicos apresentados, e responda como podemos relacionar o que o apóstolo Paulo exorta os cristãos romanos naquela época e aplicar em nossos dias?
III – Bebendo na fonte: Separe duas horas desta semana e leia toda a carta aos Romanos. Quando terminar, releia.
IV – Leituras: Seg.: Isaías 48.1-11; Ter.: Lucas 18.9-14; Qua.: Ezequiel 36.19-27; Qui.: Efésios 2.1-10; Sex.: 1 Pedro 2.1-10; Sáb.: Romanos 8.
V – Hinos: Seg.: HNC 188; Ter.: HNC 201; Qua.: HNC 323; Qui.: HNC 310; Sex.: HNC 31; Sáb.: HNC 210.
VI – Sugestão de literatura:O Cristão e as questões éticas da atualidade” – Walter C. Kaiser JR. Vida Nova.
Oração

Deus Todo-Poderoso, como tu sabes que somos fracos e sem poder; guarda-nos exteriormente, no corpo, de toda adversidade e interiormente, na alma, de todo mau pensamento, para que sejamos achados íntegros diante de ti; por Jesus Cristo, Teu Filho, nosso Senhor, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus agora e sempre. Amém.” 
(Livro de Oração Comum - 3º Domingo em Preparação para a Páscoa)

sábado, 4 de março de 2017

REGADOR

Regador
05 de março de 2017 – Em Preparação para a Páscoa – Roxo – Romanos 1. 1-7.

I – Puxando pela memória: Certamente Paulo escreveu esta carta aos Romanos em 57 d.C., no final de sua longa estada em Corinto, uns mil quilômetros a Leste de Roma. Paulo escreve a uma comunidade cristã predominantemente gentílica que ele não havia fundado (Rm 15. 22-24). A Igreja de Roma era grande, ativa e com boa reputação no mundo cristão mediterrâneo. O Tema central em torno do qual toda a carta se estrutura é “o evangelho, o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do gentio” (Rm 1.16). E a chave hermenêutica central para abrir este tema é “Cristo, o fim da lei para a justiça de todo aquele que crê” (Rm 10.4). Em Roma Paulo tem alguns conhecidos que lhe servem de apoio moral e porta por onde ele queria ser introduzido na comunidade, como por exemplo, Priscila, Áquila, Epêneto, Maria, Trifena, Trifosa, Pérside, Andrônico, Júnias, Lúcio, Jasom, Sosípatro e etc. Gente que seguramente Paulo conheceu em suas viagens missionárias e pelas igrejas e cidades por onde passou. Além de sua conhecida solicitude pastoral em desejar confirmar os irmãos na fé e compartilhar com eles algum dom espiritual, Paulo tem a intenção de solicitar apoio para a missão que deseja cumprir na Espanha. Paulo queria recomenda-se ás suas orações, ser sustentado emocional e moralmente por essa igreja e possivelmente queria levantar recursos para o seu sustento. Posto isso, Paulo inicia a sua carta identificando-se como um servidor de Jesus Cristo que foi especialmente separado para a obra do Evangelho. A Boa Notícia que deve anunciar não pertence a Paulo e nem a outro grande homem ou mesmo outro apóstolo, mas o conteúdo de sua mensagem pertence a Deus que o revelou. Logo, o Evangelho é de Deus e não de Paulo, Pedro, Apolo. Deus mesmo é o autor e a substância da mensagem que deve ser anunciada. O Evangelho diz respeito a Jesus Cristo, sua pessoa, sua missão, sua designação por parte do Pai. Os que ouvem o Evangelho e recebem a graça de crer, passam a pertencer a Jesus Cristo, se tornam posse dele, estão a serviço dele, sob os seus cuidados, ordenados à santidade e a usufruírem da graça, que é o gozo de uma nova posição diante de Deus e da paz, que é uma nova relação com base na justiça de Cristo e na adoção que por meio dele recebem.

II – Provocando: Você como evangélico, se considera um servidor de Cristo? Onde e como você é chamado a servi-lo? O que você entende por “Evangelho de Deus”? O que passa a acontecer na vida daquele que ouve e crê no Evangelho? Que ordenança recebe e de que coisa desfruta?

III – Leia estes textos bíblicos: Is 6.8; Jr 1.7; Ez 2.3-4; Rm 15.16,25 e diga o que você entende por vocação a serviço do evangelho.

IV – Leituras Bíblicas: Seg.: Is 61.13; Ter.: Dn 4.2; Qua.: Tg 5.20; Qui.: Sl 126. 5-6; Sex.: Is 60. 1-3; Sáb.: 2 Tm 1.11.

V – Hinos: Seg.: HNC 319; Ter.: HNC 320; Qua.: 315; Qui.: HNC 317; Sex.: HNC 318; Sáb.: HNC 312.

VI – Sugestão de literatura: Romanos. John Murray. Ed. Fiel.

Oração:

“Concedei-nos, ó Deus onipotente, que, ao longo deste tempo em preparação para a Páscoa, possamos progredir no conhecimento de Jesus Cristo e corresponder a seu amor por uma vida santa. Por Cristo Teu Filho Nosso Senhor e Salvador. Amém.” (Livro de Culto da Igreja Luterana).

sábado, 17 de dezembro de 2016

REGADOR

Regador
4º Domingo do Advento, 18 de dezembro de 2016 – Cor: róseo – Lc 1. 26-38

I – Puxando pela memória: O Evangelho lido nessa noite é o que poderíamos chamar de preparação imediata para a celebração do Natal. Nesta perícope encontramos a densidade do evento da Encarnação do Verbo de Deus, toda a teologia envolvida e a fundamentação bíblica e história para a comemoração do Natal. Muitas são as lições que podemos apreender. Quando Isabel estava no sexto mês de gravidez, o arcanjo Gabriel visitou Maria na cidade de Nazaré, entrando onde ela estava. Os elementos sobrenaturais dão a dimensão exata da intervenção de Deus na história humana. Um anjo, um ser celestial que é portador de uma notícia inaudita e maravilhosa da parte de Deus. A gravidez de uma virgem sem concurso humano, sem relação sexual, sem a contribuição seminal de José. A fecundação é realizada no ventre lacrado de Maria pela descida do Espírito Santo sobre ela. O mesmo Espírito que esteve na criação e a tudo chamou á existência do nada. Esse mesmo Espírito, agora “cria” no ventre de Maria o corpo de carne d’Aquele que é ‘incriado’, sempre existente, Deus bendito para sempre. Neste evento todas as profecias, a uma, são cumpridas. O messias, Rei-descendente de Davi que inaugura um governo indestrutível para a Casa espiritual de Israel, aqui chamada de Jacó que é na verdade a Igreja de Cristo. E ainda, somos desafiados pelo exemplo de Maria em sua entrega, submissão e alegre obediência ao Senhor. O que há para ser apreendido nessa texto? 1. A historicidade do Natal. Há um tempo, locais e pessoas envolvidas. O sexto mês de uma gravidez, uma localidade geográfica: Nazaré, um contrato de casamento em andamento e a responsabilidade e liberdade moral de uma pessoa: Maria. 2. É o cumprimento maravilhoso e miraculoso de uma promessa bíblica já aguardada desde Gn 3.15, passando por Isaías 7, 9, 11 e sempre aguardada como firme fundamento da esperança de Isarel. O tempo de espera está chegando ao fim. Simeão dará testemunho disso em Lucas 2. 29 ss. 3. O parto virginal de Jesus atesta a sua divindade, Jesus é Deus, a segunda pessoa da Trindade bendita. Sempre foi e sempre o será. Não foi “messianizado”, não foi adotado com Filho, veio a ser o Cristo. O Verbo que era Deus (e nunca deixou de ser) se fez carne e habitou entre nós. 4. A fé, conquanto busque a inteligência e reclame conhecimento, é aperfeiçoada e revela-se poderosa na submissão, na entrega, na pronta e humilde obediência, ainda que nem todas as coisas estejam claras. Maria creu no impossível dos homens e no possível de Deus, descansando o seu coração nas promessas do Senhor que estão ancoradas nas perfeições de seu caráter santo. Com esse texto, somos convidados a celebrar com alegria o fato histórico, sobrenatural, real e maravilhoso do Natal renovando a nossa fé nas infalíveis promessas de Deus que nunca decepcionam a nossa esperança.

II – Provocando: O que significa para você a celebração do Natal? Como você entende o plano da salvação a partir desta cena da anunciação do anjo a Maria? Da atitude de Maria em face da notícia, questione-se se você tem sido submisso e obediente quando o Senhor o chama a viver uma circunstância onde você não tem o controle e nem entende muito bem. Você tem agido a exemplo dela?

III – Leituras Bíblicas: Seg.: Jo 1. 1-14; Ter.: 1Jo 4. 2-3; Qua.: 2 Jo 1.7; Qui.: Rm 1.13; Gl 4.4; Sex.: Is 7. 10-16; Sáb.: Is 9. 1-7.

IV – Hinos: Seg.: HNC 54; Ter.: HNC 253; Qua.: HNC 252; Qui.: HNC 251; Sex.: HNC 248; Sáb.: HNC 249

V – Literatura: A História das Doutrinas Cristãs; L. Berkhof. Ed. Cultura Cristã.

Oração:
“Deus eterno e cheio de bondade, que nos preparastes ao longo desses dias para festejarmos dignamente a vinda de vosso Filho para nos salvar, concedei-nos viver sempre em vossa amizade, aguardando na feliz esperança o advento de Cristo, nosso Salvador. Que convosco vive e reina para sempre. Amém.” (Eucológio Romano)


sábado, 3 de dezembro de 2016

REGADOR

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04 de dezembro de 2017 – 2º Domingo do Advento – Cor: Roxo – Isaías 11.1-10

I – Puxando pela memória: O poema messiânico de Isaías 11 faz paralelo com o texto do capítulo 9 e a seu modo é um complemento. O tronco faz alusão ao que restou de Israel, o que restou do triste fim do reinado de Acaz. A dinastia de Davi foi praticamente destruída e apenas um remanescente frágil foi preservado. Mais tarde, como os Evangelhos identificarão Jesus como Nazareno, muitos eruditos entendem que este título possui raízes etimológicas com o termo hebraico ‘neçér’ que significa toco ou tronco. Seja como for, as origens humildes de Davi em Jessé e agora atribuídas ao Messias vindouro, dão ainda maior magnificência e glória à obra da redenção. Assim como o texto de domingo passado, estas profecias ocorrem cerca de 700 anos antes do nascimento de Jesus Cristo em Belém de Judá, terra de Jessé. As tradições judaicas e cristãs são unânimes ao atribuir ao texto um inequívoco significado messiânico, não só à vinda do Messias, mas de maneira especial o que significará o seu reinado para a humanidade restaurada. Jesus Cristo, conforme Lucas 4. 18 é sobre quem repousa o Espírito do Senhor para o pleno cumprimento de sua missão. Suas qualificações são magníficas: possuiria sabedoria divina para governar e dar segura e feliz direção ao seu povo. Entendimento para discernir e julgar todas as coisas, inclusive as ocultas. Conselho e fortaleza prerrogativas militares para defender os seus de maneira invencível contra os ataques do inimigo e mantê-lo sempre á salvo. Conhecimento e temor que revelam plena comunhão, harmonia e intimidade com a vontade de Deus. Um Rei assim é capaz de julgar o seu povo com justiça, equidade e defender a causa dos pobres e dos que mansamente esperam em sua bondade e misericórdia. No seu Reino, o mal não terá vez, nem mesmo a sua presença será possível, uma vez que não será tolerada por Ele. O seu Reino futuro, que já começou, será um tempo de perfeita reconciliação, sem a presença do pecado que torna ambivalente toda relação, haverá paz, harmonia e felicidade para toda a criação dos novos céus e nova terra. E todos, sem exceção, estaremos cheios do conhecimento do Senhor. Tudo isso teve início no Natal. O Tronco de Jessé abriu-se em flor e deu fruto do ventre de Maria:bendito é o fruto do teu ventre” (Lc 1.42). Jesus é o Messias, o ungido pelo Espírito Santo (Lc 4.18), o seu Reino já chegou até nós (Mt 12.28; Lc 10.11). Todavia, esperamos que  um dia voltará para fazer novas todas as coisas (Ap 21.5) e entregará o Reino a seu Pai (1Co 15.24) e então viveremos num lindo país: “E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas” (Ap 21:3,4). Até lá, cantemos com a igreja de todos os tempos: “Ora vem, Senhor Jesus” (Ap 22.20).

II – Provocando: Temos praticado a espera e vivido com anelo a volta de Jesus e a instauração plena de seu Reinado? Sonhamos com as coisas do Céu e temos verdadeiro desejo do paraíso? Você já se deu conta que o Reino de Deus e a igreja verdadeira são feitos de remanescentes que permanecem fiéis e que não deixam capitular pela maioria?

III – Leituras Bíblicas: Seg.: Nm 11. 17, 25-26; Ter.: Dt 34. 9; Jz 3.10;  Qua.: 1 Rs 3.9; Pv 4.5,7; Qui.: Pv 1.7; 2Sm 23.1-4; Sex.: Ap 6. 15-17; Hb 4.12; Sáb.: Jo 12.32.

IV – Hinos: Seg. HNC 192; Ter. HNC 193; Qua. HNC 194; Qui. HNC 229 e 230; Sex. HNC 231 e 232; Sáb. HNC 232.

V – Literatura: Encontros com Jesus” – Timothy Keller. Ed. Vida Nova.

Oração:
“Ó Deus todo-poderoso e cheio de misericórdia, nós vos pedimos que nenhuma atividade terrena nos impeça de correr ao encontro do vosso Filho, mas, instruídos pela vossa sabedoria, participemos da plenitude de sua vida. Por nosso Senhor Jesus Cristo na unidade do Espírito Santo”. (Eucológio Romano).


sábado, 26 de novembro de 2016

REGADOR

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27 de novembro de 2016 – 1º Domingo do Advento – Cor: Roxo – Isaías 7. 10-16

I – Puxando pela memória: O tempo do Advento é uma pedagogia litúrgica que nos auxilia a celebrar com inteligência e fundamentos bíblicos sólidos os mistérios centrais da fé cristã. Evidentemente que mistério aqui não tem a conotação de algo nebuloso e enigmático. Trata-se de uma expressão teológica para referir-se ao modo assombrosamente maravilhoso como Deus realizou o seu plano que importou em nossa redenção. Um plano inimaginável pelo homem. Um plano impossível de ser realizado pelo homem. Um plano que seria ineficaz se dependesse em algum momento, fase ou estágio do mérito humano. Então, podemos entender o mistério como graça. O tempo do Advento deve levar-nos a duas atitudes básicas fundamentais: 1. Gratidão pelos eventos do passado: O Pai cumpre a sua promessa em enviar-nos o Salvador. 2. Expectativa em forma de obediência no presente e vigilância quanto ao futuro: Ele prometeu voltar. Sendo assim, a perícope de hoje nos insere no primeiro das duas atitudes. Investigamos as Escrituras e constatamos que Deus havia feito uma promessa clara com sinais inequívocos reconhecidos nos Evangelhos: Um virgem concebe e dá a luz a um filho, que foi chamado “Deus-conosco”. Mas isso não é tudo deste texto. Toda profecia para ser considerada verdadeira tinha que constar de três elementos básicos: A mensagem comunicada por Deus ao Profeta; Um sinal antecipatório; O cumprimento da Palavra dada e transmitida. No caso de Acaz, Deus exigiu que um sinal fosse pedido para que o rei incrédulo pudesse colocar sua confiança (no presente) e toda a sua esperança (no futuro) no Senhor nos momentos de crise. A negativa de Acaz com base em Êx 17.2 e Dt 6.16 conforme a reação de Isaías, apenas denuncia a piedade fingida do rei, que para não ver aumentada a sua culpa, recusou-se a crer. É alguma coisa difícil de explicar que crentes que se dizem professos vivem em tácita incredulidade. Confiam em esforços pessoais, se negam a dar passos significativos na fé para não verem comprometidos os seus sonhos e convicções humanas. O ateísmo prático é uma praga que assola muitas vidas, são pessoas que se reúnem para a adoração aos domingos, mas que na prática, durante a semana, vivem como se Deus não existisse. Graças a Deus que temos um alguém que pode salvar-nos inclusive de nós mesmos. Alguém que pode desligar-nos dos laços que nos prendem a um coração ateu e orgulhoso. Esse alguém é o menino prometido na profecia, é o Emanuel, o Deus conosco, que veio uma vez e que voltará para nos livrar em definitivo deste corpo de morte.

II – Provocando: Você já pediu a Deus a confirmação de um sonho ou projeto pessoal que tanto desejava e foi capaz de reconhecer através de sinais inequívocos que essas coisas não eram o plano de Deus para a sua vida? Como reagiu a isso?

III – Bebendo na fonte: Leia Pv 16 e "O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem toda as coisas concentradas nele. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa - de maneira pura, legítima e eterna." (A. W. Tozer). E responda: O que você por submissão na oração?

IV – Leituras: Seg.: Pv 3.5; Sl 119.105; Ter.: Jo 8.31-31; Rm 10.17; Qua.: Pv 29.25; Qui.: Pv 12.15; 19.20; Sex.: Pv 27. 10; Sáb.: 1Co 3. 11-15.

V – Hinos: Seg.: HNC 226; Ter.: HNC 227; Qua.: HNC 228; Qui.: HNC 229; Sex.: HNC 230; Sáb.: HNC 221.

VI – Literatura: “Simplesmente Crente” – Michel Horton – Fiel.

Oração:
“Despertai, Senhor, nos vossos fiéis a vontade firme de se prepararem, pela prática das boas obras, para ir ao encontro de Cristo, de modo que, chamados um dia à sua direita, alcancemos o reino dos Céus. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo”. (LOC – Ed. Reformada).


sábado, 24 de setembro de 2016

REGADOR

Regador

25 de setembro de 2016 – 26º Domingo do Tempo Ordinário – Cor: Verde – Lc 16. 1-13

I – Síntese da mensagem: Depois de anunciar as Boas Novas da misericórdia de Deus para os pecadores e publicanos, Jesus agora dirige uma parábola para instruir os discípulos. A avareza e a ganância dos fariseus e escribas os impedia de entrar na amizade com Deus. Jesus queria alertar os seus discípulos contra os perigos da idolatria do dinheiro e dos bens e as nefastas consequências de uma má administração dos seus dons. Essa desconcertante parábola de Jesus não é fácil de ser interpretada num sentido único e restrito. Há mais de uma possibilidade, todavia, no geral, podemos de logo inferir que Jesus não louva a desonestidade ou o caráter do administrador que ele mesmo trata de chamar de infiel, mas o senhor da parábola é quem elogia a astúcia, a esperteza do administrador em correr atrás de seus interesses pessoais. O que há para ser aprendido dessa primeira parte da parábola é que os filhos da luz nem sempre se preparam para tempos de crise e nem sempre sabem usufruir e administrar de tal maneira as bênçãos de Deus nessa vida, que chegam mesmo a negligenciar, desperdiçar e mesmo baratear a graça recebida. É preciso que sejamos mais interessados e empenhados em administrar tudo o que o Senhor nos confia. Assim, o caráter de um homem é medido pela maneira como ele lida com as coisas poucas desta vida. Pois o mesmo zelo demonstrado naquilo que parece não ter importância, ele há de demonstrar quando e se lhe forem confiadas coisas mais importantes. O apóstolo Paulo no ensina ‘a não sermos remissos no zelo e ainda que tudo deve ser feito como que para o Senhor’. Os maus administradores dos bens temporais, os que administram apenas para os seus próprios interesses egoístas, os que ignoram a justiça, são parcimoniosos e econômicos na solidariedade ou passam a vida de superfluidade em superfluidade, correndo atrás da moda, escravos da última novidade tecnológica e etc. serão achados por inaptos para administrar riquezas espirituais em forma de dons, carismas, ministérios e utilidade no Reino. Também há uma palavra para quem não quer, não consegue ou não gosta de prestar contas e de andar em dia com as suas responsabilidades. Estes, não terão o direito mais tarde de usufruir das verdadeiras riquezas celestes, a saber, o novo céu e a nova terra. O versículo 13 encerra a parábola com uma soleníssima advertência contra o perigo de se pecar contra o primeiro mandamento da Lei de Deus. Viver para o dinheiro é curvar-se diante de um ídolo, um falso deus, que escraviza o coração e nos impede de desfrutar a amizade com o Deus verdadeiro.
II – Para refletir: O que você entendeu quanto ao elogio feito ao administrador infiel? O que há para ser aprendido desse elogio? Como você tem administrado as bênçãos de Deus em sua vida? Como aplicar Pv 19.17 e Pv 28.27 em sua administração?

III – Lendo as Escrituras: Leia: 1 Jo 3.17; Tg 2. 15,16; Sl 37. 21 e responda: Como somos exortados pelo ensino geral das Escrituras a fazer amigos com os nossos recursos e em nossa administração?

IV – Pão diário: Seg.: Ef 4. 28; Ter.: Sl 62.10; Êx 21. 16; Qua.: Pv 29.24; Sl 50.18; Qui.: Pv 20.20; Dt 19.14; Sex.: Ez 22.29; Sáb.: Ez 22.12.

V – Exaltação: Seg.: HNC 221; Ter.: HNC 178; Qua.: HNC 142; Qui.: HNC 134; Sex.: HNC 120; Sáb.: HNC 58.

VI – Literatura:Por que prosperam os ímpios – Estudos no salmo 73” – M.D. Lloyd-Jones. PES.

Oração
“Deus doador de toda dádiva e de todo bem, concede ao teu povo ser sempre rico das tuas graças e favores, que da nossa abundância os pobres e famintos da terra também se saciem das tuas amorosas provisões. Por Cristo teu Filho Nosso Senhor. Amém!” 

domingo, 18 de setembro de 2016

REGADOR IPC-ITAPIRA

Regador
18 de setembro de 2016 – 25º Domingo do Tempo Ordinário – Cor: Verde – Lc 15. 11-32

I – Síntese da mensagem: Chegamos ao clímax das parábolas da misericórdia, coração de todo o Evangelho como vimos em nossa outra edição do Regador. Depois de sermos apresentados ao ‘Deus-pastor amoroso’ na parábola da “ovelha perdida”, de aprendermos que a ‘perda dói’ no coração do Pai e é dramatizada na vida do ‘Filho’ na parábola da “dracma pedida” e por isso mesmo, Deus nunca se cansa de procurar pelos perdidos, hoje nos encontramos com o ‘Pai misericordioso’ na parábola do “Filho Pródigo”. Uma triste história que retrata não só a condição de todo homem na atitude de Adão ao se rebelar contra o amor de Deus, mas sobremaneira a infeliz história pessoal de muitos cristãos desviados, errantes, caídos e distantes da Casa do Pai e da família da fé. Nessa parábola encontramos preciosas lições para a nossa vida cristã. O pecado não é uma viagem de prazeres inconsequentes, mas uma tragédia que leva o homem á situação mais aviltante inimaginável. A convivência com os porcos já seria uma condição humilhante para um Judeu, mas comer a mesma comida que eles, uma situação insuportável. É essa a exata ideia que Jesus quer passar aos seus ouvintes. O pecado leva o homem á mais profunda degradação diante de Deus e tudo que o pecado e seus agentes tem a oferecer no final das contas, é a “lavagem”, a comida de porcos. Outra lição é que a não existem ‘inconversos’, não pelo menos para nós ouvintes da história. Querendo Deus, não importa a profundidade da pocilga em que nos encontramos, Ele há de nos visitar e mover nossa mente, nosso coração e nossa vontade para a volta arrependida para Ele mesmo. E isso não é tudo, além da graça do arrependimento humilde e da confissão de pecados “pequei contra os céus e contra ti”, há o encontro gracioso e festivo com um pai misericordioso que se antecipa ao nosso pleno regresso de braços abertos e com ternos afetos de piedade e compaixão. Há outra lição nem sempre explorada, a atitude do irmão mais velho, tipificando os Escribas e Fariseus, mas também muitos cristãos contemporâneos. Para distanciar-se de Deus e viver dissolutamente a graça, não é necessário cometer pecados públicos grosseiros, nem evadir-se para o mundo. Mesmo dentro de casa, na intimidade das coisas de Deus é possível viver de maneira egoísta, ensimesmada, sem compaixão, em secreta, porém real rebelião de pecados não confessados e abandonados. Dessa parábola aprendemos que todos precisamos a todo tempo nos encontrar com o pai das misericórdias para sermos tratados e curados de nossas maldades.

II – Para refletir: Nesse texto, o que significa “caiu em si”? O que é para você, uma vida constante de conversão? Porque o comportamento do filho mais velho é passível de repreensão?

III – Lendo as Escrituras:Leia Ef 5.18; Tt 1.6; 1Pe 4.3 e responda: Como esses texto se harmonizam com a vida do filho em sua vida de pecado e o que eles ensinam em seu contexto bíblico?

IV – Pão diário:Seg.:Lc 3.3; Ter.:Lc 24.47; Qua.:Lc 26. 4-5; Qui.: At 2.38; Sex.: At.: 3.19; Sáb.: At 8.20.

V – Exaltação:Seg.: HNC 336; Ter.: HNC 334; Qua.: HNC 339; Qui.: HNC 216; Sex.: HNC 214; Sáb.: 213.

VI – Literatura:Cultivando a Santidade” – J.C. Ryle e Joel Beeke – Ed. Os Puritanos.

Oração:
“Querido Deus, dá-me um coração penitente e uma alma santa. Transforma a minha vontade e dirige os meus passos para fazer hoje e sempre a tua vontade, sempre justa, sempre boa, toda santa. Em nome de Cristo, teu Filho. Amém.” (Uma oração puritana).

domingo, 4 de setembro de 2016

REGADOR

Regador
Domingo, 04 de setembro de 2016 – 23° Domingo do Tempo Ordinário – Lc 15. 1-7

I – Puxando pela memória: O capítulo 15 foi chamado pela Tradição da Igreja de “O Coração do Evangelho”, por trazer as parábolas que apresentam o Pai das misericórdias. Nas três parábolas, o Pai é sempre tipificado como alguém que se alegra em exercer misericórdia sobre o pecador. Os rabinos consideravam os publicanos como pessoas não ensináveis, incapazes de se adequarem sobre qualquer circunstância ao padrão moral da Lei e por isso mesmo, jamais poderiam gozar as bênçãos da Aliança. Os rabinos ensinavam que Deus recebe os pecadores arrependidos e lhes faz misericórdia quando se voltam para Deus. Jesus, evidentemente não anula tal ensinamento, todavia, na parábola que acabamos de ler, o pastor que tipifica Deus é quem sai à procura da ovelha extraviada. É Ele quem dá a falta de uma de suas ovelhas. É Deus de misericórdia quem se antecipa ao pecador, causa então de seu arrependimento. O Pai se alegra por filhos arrependidos que humilhados são persuadidos pela graça e retornam humilhados. O Salvador no céu é festejado quando cumprindo o que o Pai determinou sai em busca e volta com o perdido sobre os seus ombros são e salvo.  Podemos aprender algumas lições nessa passagem. A primeira delas é que o Evangelho não é nem excludente e nem elitista. Assim como Jesus, nós também não podemos nos fechar em nosso gueto religiosos e simplesmente nos sentir privilegiados e separados dos outros homens. Claro que não. A nossa separação moral significa que não compartilhamos, não aprovamos e não somos cúmplices dos pecados deste mundo. Todavia, devemos manter ralações de proximidade sábia e saudável cônscios de nossa missão de servir, testemunhar e proclamar a misericórdia do Evangelho do Reino. Em segundo, entender que a parábola não ensina e não celebra o arrependimento como condição. A parábola celebra e ensina a condição em que foi achada o amor demonstrado pela diligência e pelo zelo amoroso do pastor é que leva ao arrependimento. Isso nos previne e protege da tentação de achar ou reclamar mérito em nossa conversão e em nossa salvação. E Por fim, a alegria sentida por Deus e celebrada nos céus deve ser compartilhada na terra. A Igreja deve alegrar-se por cada conversão. Cada vida salva é preciosa, das noventa e nove que estavam seguras, o pastor dignou-se a buscar com diligência a aquela única que estava perdida. Cada vida salva tem o mesmo valor e custou o mesmo preço, o mesmo sacrifício na cruz. O convertido deve viver em júbilo e alegria perenes, porque sabe exatamente em que condição foi encontrado, desgarrado, perdido, alienado, na morte.

II – Provocando: Você se alegra de verdade quando alguém que você julgava até então, um improvável convertido, é trazido por Cristo ao arrependimento e a salvação? O que você sente de fato? Você demonstra pela vida sua alegria pessoal por ter sido achado numa condição de perdição e agora se encontra sob os cuidados de Jesus? Que tipo de relacionamento e amizade devemos ter com os não crentes que conhecemos?

III – Bebendo na fonte: Leia os seguintes textos bíblicos: Zc 12.10; Os 16. 61,63; Ez 36.31; At 11. 18,20,21; Lc 15. 17-18 e responda: Como o arrependimento dever ser entendido no processo de conversão e salvação de um pecador, morte em seus delitos, e incapaz de arrepender-se por si mesmo?

IV – Leituras Bíblicas: Seg.: Sl 130; Ter.: Lc 18; Qua.: Sl 51; Qui.: Sl 32; Sex.: Sl 86; Sáb.: Sl 144.

V – Hinos: Seg.: HNC 144; Ter.: HNC 145; Qua.: HNC 146; Qui.: HNC 142; Sex.: HNC 141; Sáb.: HNC 138.

VI – Literatura: O Peregrino” – John Bunnyan – Ed. Fiel.

Oração:
“Ó Deus, derrama sobre o mundo um espírito de quebrantamento e confissão, de modo que os homens abandonem os seus caminhos errantes e sejam trazidos ao pastorado e Senhorio de Jesus, nosso doce e amável Salvador. Amém.” – (Livro de Oração da Igreja Reformada da América).

sábado, 20 de agosto de 2016

REGADOR

Regador
Suplemento de Estudo Bíblico de Aplicação Pessoal – 21 de agosto de 2016 – Lucas 13. 22-30

I – Puxando pela memória[1]: Jesus continua a sua viagem para Jerusalém. É uma viagem sem pressa, embora urgente. Enquanto caminha aproveita todas as ocasiões para ministrar aos seus discípulos as últimas lições de seu programa de treinamento para o ministério que deveriam assumir depois de sua ascensão. Sempre houve em Israel a especulação sobre quantos seriam salvos. Nunca houve, porém, especulação sobre quem seria salvo. Para os Judeus somente eles seriam salvos. Mas, seriam todos? A resposta mais ortodoxa é que só os judeus piedosos e os notoriamente religiosos. Os denominados justos. Pecadores públicos, hereges, impuros e etc. teriam a sorte dos gentios. Ao ser perguntado, Jesus demonstra que esta não deve ser uma preocupação significativa. Embora Ele mesmo já tivesse dado essa resposta em outro contexto: Mt 7.14: “E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem” e conhecesse o ensinamento de Daniel 12. 1.2: “Mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro. E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno”. O Senhor quer que pensemos mais em termos pessoais. Há aqui nesse texto de Lucas uma continuação da lição sobre o arrependimento. Agora, Jesus fala sobre a iminência do fim, ensina claramente que tudo o que temos é essa vida como o tempo favorável da graça e da misericórdia, mas um tempo determinado e com prazo de validade. Depois desses dias, não haverá tempo nem oportunidade para a conversão. É uma perda preciosa de tempo preocupar-se com quem e quantos serão salvos. Essa preocupação só é válida se levada em termos de missões e de evangelização. No mais, é preciso que nossa preocupação seja pessoal. A ordem dada por Jesus é “esforçai-vos”, isto é, uma vida de arrependimento, de santificação levada à sério, de crescimento na graça e no conhecimento de  Jesus Cristo indicam ao nosso coração de que lado da porta do Reino estamos. Deste lado da eternidade, deste lado da sepultura, não há admissão automática no Reino. Não basta a pertença à igreja, ter sido batizado ou exercer um ministério. Se levarmos uma vida leviana para com a misericórdia de Deus o que ouviremos é “Não sei de onde sois”. Enquanto há tempo, que os santos busquem crescer em santificação, os indecisos, supliquem iluminação, os errantes, clamem para que sejam recebidos por Cristo, pois a porta está para ser fechada e do lado de fora, haverá choro e sofrimento eternos. Que cada um veja como está no Senhor e que todos aqui possamos ser convivas do banquete do Cordeiro de Deus.

II – Provocando: Você pensa com regularidade na solenidade da morte, nos fins dos tempos e de como será a sua vida depois da morte? Você avalia constantemente o seu coração e os caminhos por onde ele te leva para ver se você tem se esforçado por entrar pela Porta Estreita? O que você entendeu sobre o que há dos dois lados da Porta do Reino?

III – Bebendo na fonte: Leia Fp 2. 12,13; 2Pe 1. 3-11 e Ap 22.11 e diga: O que é que as Escrituras nos ensinam sobre o que devemos fazer para andar pelo caminho estreito? E por que devemos nele andar?

IV – Leituras: Seg.: Ap 7. 4,15; Ter.: 2Co 5.18; Qua.: Rm 8.23; Qui.: Lc 16.23,24; Sex.: Jo 5.28,29; Sáb.: Fp 3.21.

V – Hinos[2]: Seg.: HNC 203; Ter.: HNC 204; Qua.: HNC 206; Qui.: HNC 207; Sex.: HNC 209; Sáb.: HNC 210.

VI – Literatura sugerida:Discipulado” – Dietrich Bonhoeffer – Ed. Sinodal.

Oração:
“Ó Deus, que no tempo da paciência e da misericórdia, preparas para o Teu povo em Cristo todos os meios necessários à piedade e salvação. Dá-nos prontidão, zelo fervoroso e ânimo para percorrermos o estreito caminho da salvação com os corações dilatados de amor. Por Teu amado Filho Jesus que oramos. Amém.” 

(Orações de d. Joaquim Zamith, OSB[3]).
Igreja Presbiteriana Central de Itapira – Rua Campos Sales, 92 – Centro de Itapira. (19) 3863 1706 – e-mail: ipbcentraldeitapira@yahoo.com.br

[1] Resumo inspirado no Sermão Dominical
[2] Hinário Novo Cântico da Igreja Presbiteriana do Brasil. Ed. Cultura Cristã
[3] Abade Beneditino, tradutor do Evangelho de João na Bíblia de Jerusalém