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sábado, 23 de abril de 2016

MENSAGEM PASTORAL

O Santo Nome em vão
“Nele se alegra o nosso coração, pois confiamos no seu santo nome”  (Sl 33.21).

Um amigo do facebook, aliás, ministro do evangelho e professor de filosofia, teve uma sacada genial. Atento observador que é, detectou as palavras mais citadas no dia da votação pela admissibilidade do processo de afastamento da presidente Dilma no domingo passado. Ele identificou a seguinte ordem: Dilma – Deus – Cunha. A partir daí ele chegou à seguinte conclusão: outra vez crucificado entre dois malfeitores! Achei genial. De fato, não saberia contar quantas vezes o terceiro mandamento da Lei de Deus foi violado. E não o foi apenas por pessoas ímpias, descrentes e indecentes. Muitos ali transvestidos de ovelhas, em nome de denominações e currais eleitorais, com interesses que de santos não têm nada, invocavam o santo Nome para fundamentar o seu voto. Mas, pergunto-me, como Deus pode ser chamado a abençoar este teatro bufão em que se tornou o nosso Congresso? Não quero e não vou entrar no mérito deste processo. Confesso mesmo que talvez não reúna as qualidades técnicas necessárias para um julgamento. E, sinceramente, politicamente ando desconfiado de tudo e de todos, embora não tenha perdido a esperança de que as coisas podem e vão melhorar. Mas, não posso deixar de manifestar o meu desconforto tanto com aqueles que invocaram o Santo Nome em nome sabe-se lá de quê tanto quanto daqueles que postam nas redes sociais frases dizendo que não se pode levar a sério quem misture Deus e Política. Quer dizer, em nome do GLBT pode? Misturar opção sexual e transformar propaganda do GLBT em currículo escolar inclusive, pode? Pode misturar futebol (tem até bancada da bola) com política, tudo bem? Mas, Deus não pode? O que não pode é misturar a função e a missão da Igreja com o Estado. Isso não pode. A separação entre Estado e Igreja é salutar para ambos os lados. O Estado possui autoridade e missão distintas da Igreja, desejadas pelo mesmo Deus cultuado na Igreja. Mas, a Igreja tem outra esfera de autoridade e serviço recebidas do mesmo Deus que ordenouordenou a existência das autoridades para a coibição do mal público e a aplicação da justiça e o socorro dos desfavorecidos. Deus se interessa sim por Política. A Bíblia tem muito a ver com organização política, com sistemas econômicos, com políticas sociais, com a defesa das minorias. Deus mesmo estabeleceu lideranças políticas e as equipou com leis, dons espirituais e recursos para a aplicação da justiça, a garantia da vida e da liberdade, o direito à terra, a produção e etc. Na verdade, sempre que na história Deus foi banido do discurso e dos sistemas políticos a sociedade tornou-se mais desumana, menos capaz de nutrir interesse e compaixão pelos pobres, mais suscetível ao crime e ao desrespeito absoluto pela vida humana. Mas, sempre que o Nome e a autoridade de Deus foram tomados em vão e pronunciados de maneira ímpia, as mesmas desgraças ocorreram nas mesmas proporções. Então, o nosso problema não está se Deus deve ser invocado ou não, mas por quem e porquê.  Deus só pode ser invocado por quem crê em sua existência, conhece e teme as suas leis, ama o seu plano e caráter, submete-se à sua autoridade e deseja que o seu Reino e Justiça influenciem desde a sua vida pessoal até o conjunto todo da sociedade. Deve ser invocado porque se crê que Deus não há de comprometer-se e abençoar projetos iníquos, desejos escusos, corações fraudulentos, traições e conspirações que atentem contra a vida, a dignidade e a verdade da pessoa, dos fatos e da história, antes, vai desbaratá-los! Distorcer fatos, palavras e a realidade em si é na verdade coisa de outro personagem da religião. (Ah, ele também é pai do homicídio e da corrupção). Agora, quando Deus é invocado para legitimar impérios religiosos e ministeriais que usam da política apenas e tão somente para o seu benefício, manutenção de seu status quo e a expansão de seus domínios, evidentemente que isso se configura em grande abominação. Tão abominável quanto um militante de um partido ateu e irreligioso, com posturas e práticas que contrariam o próprio Deus, invoca o Santo Nome ou pede o seu auxílio para o sucesso de sua empreitada. Depois do que vi e ouvi nesse domingo, muito embora eu seja cristão fervoroso e convicto calvinista, cheguei a pensar que nem mesmo Deus teria a ver com qualquer coisa ali e nem mesmo queria ver-se associado àquela turma, pelo menos em sua grande maioria. Todavia, sei que Deus é soberano, é o Senhor da história, todas as coisas lhe pertencem e a tudo submeteu ao Senhorio de seu Cristo. Então, só me resta acreditar que a invocação de sua presença e de sua iluminação realizada em muitas igrejas espalhadas pelo país, sobre os Deputados e Deputadas reunidos naquela tarde-noite de domingo, tenha sido do agrado do Eterno e que Ele se digne dar ao nosso país aqueles dias em que “Se tão-somente você tivesse prestado atenção às minhas ordens, sua paz seria como um rio, sua retidão, como as ondas do mar” (Is 48.18) e ainda, “O amor e a fidelidade se encontrarão; a justiça e a paz se beijarão” (Sl 85.10), “O fruto da justiça será paz; o resultado da justiça será tranquilidade e confiança para sempre” (Is 32.17). Que Deus tenha misericórdia de nós!

Reverendo Luiz Fernando é Ministro da Igreja Presbiteriana Central de Itapira, 
professor de Teologia Pastoral e Bioética no Seminário Presbiteriano do Sul e de
 Filosofia na Faculdade Internacional de Teologia Reformada – Fitref.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

MENSAGEM


O QUE UMA IGREJA INTEIRA QUER SABER.
“Por que sou cristão?”. Esta é a pergunta que uma igreja inteira está se fazendo. Foi a mesma pergunta que o renomado escritor John Stott fez e que deu nome ao seu livro publicado pela Editora Ultimato.As sete respostas de Stott contidas em Por Que Sou Cristão vão guiar as aulas de Escola Dominical da Igreja Presbiteriana Betânia, RJ, que já começaram em janeiro. São sete ao todo. E serão divididas entre professores da igreja local e expositores bíblicos conhecidos como Carlos Queiroz, Osmar Ludovico e Ricardo Bitun. De cara, a Igreja Betânia já adquiriu cerca de 300 exemplares do livro.Assista abaixo o vídeo no qual membros da igreja respondem à pergunta que não quer calar: por que sou cristão?


A Igreja Presbiteriana Betânia, de Niterói, RJ, foi fundada em 1966 pelo Rev. Antônio Elias. Está prestes a completar 47 anos e conta com uma frequência, em média, de 700 pessoas.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

MENSAGEM


Sobre Pastores e Lobos
Pastores buscam o bem das ovelhas, lobos buscam os bens das ovelhas.
Pastores gostam de convívio, lobos gostam de reuniões.
Pastores vivem à sombra da cruz, lobos vivem à sombra de holofotes.
Pastores choram pelas suas ovelhas, lobos fazem suas ovelhas chorar.
Pastores têm autoridade espiritual, lobos são autoritários e dominadores.
Pastores têm esposas, lobos têm coadjuvantes.
Pastores têm fraquezas, lobos são poderosos.
Pastores olham nos olhos, lobos contam cabeças.
Pastores apaziguam as ovelhas, lobos intrigam as ovelhas.
Pastores têm senso de humor, lobos se levam a sério.
Pastores são ensináveis, lobos são donos da verdade.
Pastores têm amigos, lobos têm admiradores.
Pastores se extasiam com o mistério, lobos aplicam técnicas religiosas.
Pastores vivem o que pregam, lobos pregam o que não vivem.
Pastores vivem de salários, lobos enriquecem.
Pastores ensinam com a vida, lobos pretendem ensinar com discursos.
Pastores sabem orar no secreto, lobos só oram em público.
Pastores vivem para suas ovelhas, lobos se abastecem das ovelhas.
Pastores são pessoas humanas reais, lobos são personagens religiosos caricatos.
Pastores vão para o púlpito, lobos vão para o palco.
Pastores são apascentadores, lobos são marqueteiros.
Pastores são servos humildes, lobos são chefes orgulhosos.
Pastores se interessam pelo crescimento das ovelhas, lobos se interessam pelo crescimento das ofertas.
Pastores apontam para Cristo, lobos apontam para si mesmos e para a instituição.
Pastores são usados por Deus, lobos usam as ovelhas em nome de Deus.
Pastores falam da vida cotidiana, lobos discutem o sexo dos anjos.
Pastores se deixam conhecer, lobos se distanciam e ninguém chega
perto.
Pastores sujam os pés nas estradas, lobos vivem em palácios e templos.
Pastores alimentam as ovelhas, lobos se alimentam das ovelhas.
Pastores buscam a discrição, lobos se autopromovem.
Pastores conhecem, vivem e pregam a graça, lobos vivem sem a lei e pregam a lei.
Pastores usam as Escrituras como texto, lobos usam as Escrituras como pretexto.
Pastores se comprometem com o projeto do Reino, lobos têm projetos pessoais.
Pastores vivem uma fé encarnada, lobos vivem uma fé espiritualizada.
Pastores ajudam as ovelhas a se tornarem adultas, lobos perpetuam a infantilização das ovelhas.
Pastores lidam com a complexidade da vida sem respostas prontas,
lobos lidam com técnicas pragmáticas com jargão religioso.
Pastores confessam seus pecados, lobos expõem o pecado dos outros.
Pastores pregam o Evangelho, lobos fazem propaganda do Evangelho.
Pastores são simples e comuns, lobos são vaidosos e especiais.
Pastores têm dons e talentos, lobos têm cargos e títulos.
Pastores são transparentes, lobos têm agendas secretas.
Pastores dirigem igrejas-comunidades, lobos dirigem igrejas-empresas.
Pastores pastoreiam as ovelhas, lobos seduzem as ovelhas.
Pastores trabalham em equipe, lobos são prima-donas.
Pastores ajudam as ovelhas a seguir livremente a Cristo, lobos geram ovelhas dependentes e seguidoras deles.
Pastores constroem vínculos de interdependência, lobos aprisionam em vínculos de co-dependência.
Os lobos estão entre nós e é oportuno lembrar-nos do aviso de Jesus
Cristo: “Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são devoradores (Mateus 7:15).
Osmar Ludovico



terça-feira, 14 de agosto de 2012

MENSAGEM


Surpreendido pela minha leviandade

Tenho a mania de tentar extrair sempre alguma lição das experiências que a vida me permite viver. Não foi diferente desta vez, por ocasião da visita de nossos queridos missionários do Norte da África. Em nossas conversas, que avançavam madrugada adentro, procurei comparar o estilo de vida deles com o meu, e confesso que em muitos momentos me senti envergonhado. Evidentemente que vivemos em contextos muito diferentes; eles estão em meio a um povo de cultura diversa e peculiar, em meio a uma civilização distante do evangelho e que em sua esmagadora maioria desconhece por completo o Senhor Jesus. Contudo, as exigências de compromisso, consagração, empenho no testemunho, ardor evangelístico e urgência missionária deveriam ser as mesmas. Deveriam.
Não raras vezes fui surpreendido e confrontado em minha consciência com a tremenda leviandade como eu mesmo me comporto em nosso contexto muito mais “favorável” à igreja e ao evangelho. Fui surpreendido quando percebi que também a nossa Igreja é muito aburguesada e acomodada, vive um cristianismo dentro de sua zona de conforto e segurança, com esforços mínimos para testemunhar. Para alguns de nós, a simples distribuição de folhetos evangelísticos é um martírio. E o que dizer do evangelismo pessoal, aquele de ganhar pessoas para Cristo, por meio da vizinhança, amizade, do testemunho intencional e do convite às claras para vir a Cristo e à igreja? Falta-nos verdadeira consciência de que o tempo urge. Falta-nos um amor casto, puro, veraz, oblativo, sacrificial pelo próximo. Daí a nossa indiferença diante dessa verdade de que, sem Jesus, aqueles que pensamos amar, sofrerão na eternidade do inferno. Evangelizar é uma questão de amor!
Mas nem tudo é tão cinza assim. Esta visita também me encheu de estímulos missionários. Deu-me uma visão mais apurada e mais alargada de como eu, como pastor, e essa igreja podemos nos envolver mais efetivamente em missões. Aprendi que a missão possui níveis e esferas que são interdependentes. Antes de sermos uma igreja missionária, devemos nos tornar uma igreja evangelística. Evangelismo e discipulado devem fazer parte integrante de tudo o que somos e fazemos. Precisamos desenvolver a prática da oração, buscando poder espiritual para esta tarefa. Sem o poder do Espírito nenhuma eficácia haverá em nossas iniciativas e palavras. Esta oração deverá ser pessoal, doméstica, em grupos e comunitária. Deverá ser insistente e ininterrupta. Devemos sair da cama todas as manhãs e pedir a Deus que coloque uma pessoa em nosso caminho e uma unção em nosso coração — que hoje seja o grande dia em que o meu chefe, sócio, colega de trabalho, parente, vizinho renda-se ao Senhor Jesus. E que, assim, eu seja surpreendido pelo Espírito Santo.

Luiz Fernando dos Santos, casado, uma filha, é pastor da Igreja Presbiteriana Central de Itapira, SP.


terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

MENSAGENS

O que nos tem afastado do trabalho de Deus e como o inimigo age!!!!!!!
(Jonas 1:1-3)

Televisão e internet
E quarenta dias foi tentado pelo diabo, e naqueles dias não comeu coisa alguma; e, terminados eles, teve fome.
E disse-lhe o diabo: Se tu és o Filho de Deus, dize a esta pedra que se transforme em pão.
E Jesus lhe respondeu, dizendo: Está escrito que nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra de Deus. Lucas 4:2-4
O passado e suas derrotas
Há em Jerusalém, perto da porta das Ovelhas, um tanque que, em aramaico, é chamado Betesda, tendo cinco entradas em volta.
Ali costumava ficar grande número de pessoas doentes e inválidas: cegos, mancos e paralíticos. Eles esperavam um movimento nas águas.
De vez em quando descia um anjo do Senhor e agitava as águas. O primeiro que entrasse no tanque, depois de agitada as águas, era curado de qualquer doença que tivesse.
Um dos que estavam ali era paralítico fazia trinta e oito anos.
Quando o viu deitado e soube que ele vivia naquele estado durante tanto tempo, Jesus lhe perguntou: "Você quer ser curado? ".
Disse o paralítico: "Senhor, não tenho ninguém que me ajude a entrar no tanque quando a água é agitada. Enquanto estou tentando entrar, outro chega antes de mim".
Então Jesus lhe disse: "Levante-se! Pegue a sua maca e ande".
Imediatamente o homem ficou curado, pegou a maca e começou a andar. Isso aconteceu num sábado, e, por essa razão, os judeus disseram ao homem que havia sido curado: "Hoje é sábado, não lhe é permitido carregar a maca".
Mas ele respondeu: "O homem que me curou me disse: ‘Pegue a sua maca e ande’ ".
Então lhe perguntaram: "Quem é esse homem que lhe mandar pegar a maca e andar?
"O homem que fora curado não tinha idéia de quem era ele, pois Jesus havia desaparecido no meio da multidão. João 5:2-13

Superioridade
"Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu e o outro, publicano.
O fariseu, em pé, orava no íntimo: ‘Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens: ladrões, corruptos, adúlteros; nem mesmo como este publicano.
Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho’.
"Mas o publicano ficou à distância. Ele nem ousava olhar para o céu, mas batendo no peito, dizia: ‘Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador’.
"Eu lhes digo que este homem, e não o outro, foi para casa justificado diante de Deus. Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado". Lucas 18:10-14
Estudo
Cuidado, meu filho; nada acrescente a eles. Não há limite para a produção de livros, e estudar demais deixa exausto o corpo.
Agora que já se ouviu tudo, aqui está a conclusão: Tema a Deus e guarde os seus mandamentos, pois isso é o essencial para o homem Eclesiastes 12:12-13

Trabalho
Trabalharás seis dias e neles farás todos os teus trabalhos,mas o sétimo dia é o sábado dedicado ao Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teus filhos ou filhas, nem teus servos ou servas, nem teus animais, nem os estrangeiros que morarem em tuas cidades.
Pois em seis dias o Senhor fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles existe, mas no sétimo dia descansou. Portanto, o Senhor abençoou o sétimo dia e o santificou. Êxodo 20:9-11
Namoro
A mulher sábia edifica a sua casa, mas com as próprias mãos a insensata derruba a sua Provérbios 14:1
Ativismo
Alegrei-me com os que me disseram: "Vamos à casa do Senhor! " Salmos 122:1

A humilhação
Quem creu em nossa mensagem e a quem foi revelado o braço do Senhor?
Ele cresceu diante dele como um broto tenro, e como uma raiz saída de uma terra seca. Ele não tinha qualquer beleza ou majestade que nos atraísse, nada em sua aparência para que o desejássemos.
Foi desprezado e rejeitado pelos homens, um homem de tristeza e familiarizado com o sofrimento. Como alguém de quem os homens escondem o rosto, foi desprezado, e nós não o tínhamos em estima.
Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças, contudo nós o consideramos castigado por Deus, por ele atingido e afligido.
Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados.
Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós.
Ele foi oprimido e afligido, contudo não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca.
Com julgamento opressivo ele foi levado. E quem pode falar dos seus descendentes? Pois ele foi eliminado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo ele foi golpeado.
Foi-lhe dado um túmulo com os ímpios, e com os ricos em sua morte, embora não tivesse cometido qualquer violência nem houvesse qualquer mentira em sua boca. 
Contudo foi da vontade do Senhor esmagá-lo e fazê-lo sofrer, e, embora o Senhor faça da vida dele uma oferta pela culpa, ele verá sua prole e prolongará seus dias, e a vontade do Senhor prosperará em sua mão.
Depois do sofrimento de sua alma, ele verá a luz e ficará satisfeito; pelo seu conhecimento meu servo justo justificará a muitos, e levará a iniqüidade deles.
Por isso eu lhe darei uma porção entre os grandes, e ele dividirá os despojos com os fortes, porquanto ele derramou sua vida até à morte, e foi contado entre os transgressores. Pois ele carregou o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores. Isaías 53:1-12

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

MENSAGENS

O Que Torna Possível a Reforma de Uma Igreja?
John Folmar

Plantar igrejas parece ser a obra mais importante em nossos dias. Mas eu diria que revitalizar igrejas existentes é, igualmente, importante para a causa do reino. De fato, revitalizar igrejas não saudáveis nos permite obter duas coisas como resultado de uma única obra. Não somente estabelecemos uma igreja reformada e vibrante para o evangelho, mas também eliminamos o testemunho medíocre que havia antes.
Igrejas doentes são, como Mark Dever o afirmou, "forças antimissionárias terrivelmente eficazes". Elas anunciam à comunidade: isto é o cristianismo! O cristão é assim! Esses falsos anúncios difamam o evangelho e, na realidade, impedem a evangelização nas áreas adjacentes. Mas, quando uma igreja é transformada, o evangelho prospera enquanto a comunidade é confrontada com um genuíno testemunho coletivo a favor de Cristo.
 Já testemunhei duas reviravoltas em igrejas: uma em Louisville (Kentucky) e a outra em Dubai (Emirados Árabes). Em ambos os casos, as igrejas foram completamente transformadas, desde a pregação até a adoração coletiva, a cultura da igreja e ao impacto evangelístico na vizinhança. Em ambas as reviravoltas, ainda que eu não possa reivindicar crédito por nenhuma delas, desfrutei do privilégio de ver pessoalmente a mudança radical de uma igreja.
 O que tornou estas reforma de igreja possíveis?

 Pregação
 A forca impulsionadora que está por trás de qualquer reforma verdadeira será a Palavra de Deus. À medida que a Palavra manifesta seu poder em uma congregação, ela amolece o solo endurecido e produz mudança espiritual. Em Dubai, havia membros fiéis que trabalharam por anos, mas obtiveram poucos resultados. Não eram nutridos consistentemente por sermões semanais. Tentativas ousadas foram feitas para fortalecer a congregação, mas faltava algo. No entanto, quando a pregação se tornou consistentemente expositiva e centrada no evangelho, foi como se alguém jogasse um fósforo acesso em gasolina. O ministério se multiplicou. Quando a igreja começou a mudar, um membro antigo comparou a pregação com um fogo de artilharia semanal. O bater constante da Palavra amoleceu a oposição e abriu caminhos para que um ministério mais frutífero acontecesse em todo o corpo de membros.
 O púlpito tem de liderar um esforço de reforma de uma igreja. E isso implica em pregação expositiva com ênfase no evangelho e aplicação criteriosa à vida da igreja, especialmente àquelas áreas que precisam de mudança. Se o púlpito não estiver firmemente por trás deste esforço, os reformadores talvez estejam desperdiçando seu tempo. É melhor mudar para um lugar onde a Palavra já está sendo pregada corretamente e perceber como aquele ministério pode ser apoiado.

 Providência
 Igrejas moribundas serão vivificadas somente se Deus estiver em ação ali. Anos atrás, em Louisville, uni-me a uma igreja velha cujo ministério definhava por várias razões. Pessoas velhas predominavam na igreja, muitas delas ministrando com fidelidade, mas sem liderança pastoral. Os mais novos tinham desertado da igreja havia muito tempo; e eu podia entender o motivo. Além da lealdade familiar, poucas coisas os mantinham ali. A pregação consistia principalmente de histórias rústicas sem qualquer exposição bíblica séria. A igreja era mais norteada pela cultura do que pela teologia. E a cultura contemporânea se mudara para lá.
 Na providencia de Deus, havia outra igreja nas proximidades (uma igreja que se reunia numa escola). Nesta o evangelho era proclamado com clareza. Esta igreja mais nova tinha vida, energia e sã doutrina, mas não tinha raízes na comunidade, nem prédios. A solução óbvia era unir as duas congregações. Inicialmente, a ideia de unir as duas igrejas foi rejeitada pela igreja mais velha e necessitada. Eles eram muito diferentes na teologia, na música, na cultura e em outros aspectos. Mas Deus começou a remover soberanamente os oponentes da união e mudou aos poucos o coração das pessoas, para que a nova igreja surgisse. Como noite e dia – de oposição rígida para aprovação quase unânime da congregação –, em sua providência Deus cuidou para que uma nova obra começasse ali, em Louisville, uma igreja que continua vibrante e unida até hoje.
 Há muitas forças dispostas contra a reviravolta de uma igreja local, que nunca acontecerá se Deus não a fizer acontecer.  O cuidado providencial de Deus é essencial à reforma da igreja; é por isso que a oração é crucial.

Companheirismo
 Procure não fazer isto sozinho. A reforma da igreja pode ser desgastante, ingrata e desencorajadora. O tempo para isso não é medido em meses, e sim em anos. E uma reforma espiritual profunda não é rápida. Deus usa os meios comuns de graça para dar crescimento e mudar seu povo. Igrejas melindrosas podem se tornar impacientes; e, em tempos difíceis, é bom ter amigos.
 Quando comecei a pastorear em Dubai, havia um presbítero que pensava como eu e me encorajou bastante quando os tempos se tornaram árduos. Ele era perito em identificar evidências de graça, mesmo quando eu prosseguia com dificuldade em meio aos meus erros pastorais e às interrupções inevitáveis que acompanham a reforma da igreja. Quando elementos cruciais da reforma estavam em perigo, ele estava lá para dar ajuda na hora certa. Se possível, compartilhe com outros antes de atirar-se impetuosamente numa situação de reforma. Não vá sozinho.
 Valorize o identificar homens que respondem ao ministério e integre sua vida à deles. Considere isto uma prioridade fundamental: treinar homens da congregação que um dia serão presbíteros e companheiros no ministério.

Paciência
 Quantos pastores já foram demitidos porque introduziram mudanças antes que a igreja estivesse pronta? Quantos esforços de reforma já estiveram em perigo por conta da impaciência dos líderes que, talvez, sabiam a coisa certa a fazer, mas falharam em gastar tempo ensinando, orando e servindo as pessoas, para que ganhassem sua confiança e as convencessem dos pontos que necessitavam de reforma? Lembre a exortação de Paulo a Timóteo: "Corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina" (2 Tm 4.2). Somente porque você sabe quais são os problemas, isso não significa que eles devem ser resolvidos imediatamente.
 Quando comecei a pastorear em Dubai, alguém me lembrou proveitosamente que a igreja não era "minha". Em outras palavras, as pessoas que estavam ali e seu estado de maturidade espiritual eram o fruto do ministério de outro pastor, e não de meu próprio ministério. Eu não podia chegar e esperar que a igreja adotasse imediatamente as minhas opiniões sobre a vida da igreja e o ministério. Isto me deixou livre para servir com alegria as pessoas que nem sempre compartilhavam de minhas convicções sobre a Bíblia ou sobre o ministério. Mas, depois de poucos anos, o quadro começou a mudar.
 Adote uma perspectiva de longo prazo no que diz respeito à reforma da igreja. Ajuda-nos ter um horizonte de tempo de dez a vinte anos. Com uma perspectiva de longo prazo, podemos priorizar mais pacientemente as áreas da vida da igreja que necessitam de mudança. Podemos agir mais alegremente em um ambiente de ministério imperfeito quando pedimos às pessoas que tolerem as nossas fraquezas pessoais.
 No entanto, existem duas coisas que um pastor pode mudar de imediato, ao chegar em uma nova igreja: a pregação e a recepção de membros na igreja. Num dia, você pode exaltar a autoridade das Escrituras pela maneira como você prega, extraindo os pontos explicitamente do próprio texto bíblico e mostrando que você se rege por ele. Segundo, você pode começar imediatamente a fazer entrevistas com os novos membros, quando eles chegam. Desta maneira, você pode:
•Assegurar-se, no melhor de sua habilidade, de que eles são crentes genuínos;
•Assegurar-se de que eles podem articular o evangelho;
•Definir suas expectativas quanto ao membros da igreja;
•Começar a estabelecer um relacionamento pastoral com os novos membros que estão chegando, um relacionamento que no decorrer do tempo afetará a complexão da igreja como um todo.
Poucas coisas são melhores do que ver pessoalmente uma reforma na igreja
 Em conclusão, há poucas coisas que são melhores do que ver uma mudança na igreja, de igreja fraca e irrelevante para igreja vibrante e bíblica. A única maneira como isso pode ocorrer é pela pregação correta da Palavra de Deus. Contudo, alguns esforços de reforma fracassam apesar da fidelidade no púlpito; o Senhor tem de estar em ação para mudar o rumo das coisas. É provável que você seja bem sucedido a longo prazo se tiver alguns irmãos que labutam com você na obra. No entanto, mesmo com todas essas coisas, você tem de adotar a abordagem de longo prazo para a reforma da igreja. "Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador aguarda com paciência o precioso fruto da terra, até receber as primeiras e as últimas chuvas. Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima" (Tg 5.7-8).

sábado, 17 de dezembro de 2011

MENSAGENS

IGREJA, UMA COMUNIDADE TERAPÊUTICA
(Gálatas 06:1-5)

A Igreja pode ser um lugar de vida ou pode ser um lugar de adoecimento. Há muitas igrejas, que por se afastarem da Palavra de Deus, por não seguirem a norma e o preceito do amor, por não viverem de acordo com os ensinos do Senhor Jesus, acabam-se tornando laboratórios de doença, região perigosa para a saúde emocional e espiritual. O apóstolo Paulo está escrevendo para as igrejas da Galácia, essas igrejas foram plantadas por Paulo e Barnabé, na sua primeira viagem missionária, percorrendo a região onde os gentios e os judeus viviam, em que muitos freqüentavam sinagogas nas cidades de Antioquia da Pisídia, Derbe, Listra e Icônio. Deus operou coisas grandiosas naquelas cidades, salvando centenas de pessoas; foram lutas imensas, Paulo chegou a ser apedrejado em Listra. Porém, quando ele sai desta região, os judaizantes que desceram desta região começaram a ensinar que se os gentios não fossem circuncidados eles não poderiam ser salvos, pregando que a fé em Cristo não era suficiente para salvação, introduzindo um elemento a mais, para que o homem pudesse contribuir com Deus para o processo de sua salvação. Paulo escreve esta carta aos Gálatas para rechaçar estes ensinos heréticos dos judaizantes, reafirmando que a fé em Cristo é suficiente para nossa salvação, e que nós não podemos contribuir com Deus com as nossas obras para sermos salvos, pois somos justificados pela fé, independentemente das obras. Nós temos aí, um grande risco na igreja, que é a influência daqueles que nós chamaríamos hoje de pessoas legalistas; pessoas que impõe sobre as outras pessoas: fardos, regras, preceitos e mais preceitos, é a idéia de não toque, não use, não coma, não beba, e o fato de você se privar de alguma coisa ou fazer determinadas coisas é que tornará você aceito por Deus. O legalismo gera doença, radicalismos, transforma a exterioridade da vida naquilo que é essencial, quando Deus não vê aparência, Deus vê o coração. O extremo oposto do legalismo é a licenciosidade, são aquelas pessoas que dizem: “Eu não quero mais preceitos sobre a minha vida”, “Não quero mais normas sobre a minha vida”, “Eu não quero mais regras”, “Eu não quero mais leis”, “Eu quero viver conforme o meu coração desejar”; e estas pessoas normalmente se descambam para uma vida de permissividade. Paulo está escrevendo exatamente para corrigir estes dois extremos, e vai dizer para nós que a igreja precisa ser uma comunidade terapêutica, um lugar de cura e não de adoecimento emocional, moral e espiritual. E aqui em Gálatas 6:1, Paulo diz assim: “Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura, e guarda-te para que não sejas também tentado”. Talvez um dos grandes dramas da igreja contemporânea é não saber lidar biblicamente com a questão da disciplina. Algumas igrejas fazem vistas grossas ao pecado, permitem tudo, nada é proibido, tudo é permitido, não há regras, não há fronteiras, não há limites, as pessoas entram pra igreja, mas continuam vivendo uma vida mundana, pecaminosa, sem que a igreja tome nenhuma iniciativa para orientar, disciplinar, corrigir e restaurar estas pessoas. O apóstolo Paulo está falando de como a igreja deve lidar quando um membro da igreja fracassa e cai, tropeça e vai ao chão, ou passa por uma experiência amarga de um deslize moral e espiritual. Qual a atitude que a igreja deve tomar?
Paulo diz: “Meus irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta”. A primeira coisa que Paulo está dizendo é que não há uma pessoa específica de quem ele está falando, pode ser você, pode ser eu, o grande ou pequeno, o pobre ou rico, o líder ou o liderado, todos nós estamos ainda sujeitos a surpresas na nossa vida e precisamos nos acautelar. Paulo está falando de uma falta que não foi planejada, não é aquele pecado em que a pessoa fez provisão para ele, é aquela pessoa que caiu repentinamente, imperceptivelmente, saiu do caminho, escorregou, foi ao chão, mas ela não tinha planejado deliberadamente cometer aquele delito, aquela transgressão, aquele pecado. Como a igreja deve lidar com essas pessoas?
A primeira coisa que Paulo diz, é que esta pessoa precisa ser confrontada, “corrigida”; esta expressão na língua portuguesa traz uma idéia equivocada muitas vezes, porque nós temos a tendência de pensar que corrigir alguém é dar um sermão pesado, dar uma escaramuça, humilhar a pessoa em público, esmagar a pessoa que está machucada, e Jesus disse que nós não podemos esmagar a cana quebrada nem apagar a torcida que fumega. A palavra corrigir é uma palavra exatamente branda, é um gesto de amor, de ternura, é estar do lado da pessoa, não para humilhá-la, não para massacrá-la, não para jogá-la para fora da igreja como alguma coisa imprestável, mas é para estar do lado dela, para socorrê-la, para soerguê-la, para restaurá-la.
O apóstolo Paulo chega a dizer o seguinte, que esta correção tem que ser com o “espírito de brandura”, porque na verdade a idéia de corrigir, no grego (língua em que foi escrito o novo testamento), expressa a idéia da medicina, da ortopedia, de alguém que está com o osso quebrado ou deslocado e precisa ser colocado no lugar, a pessoa já está ferida, está machucada, e é necessário que esse processo do tratamento de uma pessoa que é surpreendido em alguma falta dentro da igreja, seja tratado com muito zelo, muito amor, muita ternura, muita paciência, muita benignidade, para que essa ferida não seja maior, para que este trauma não seja mais profundo e para que essa dor não seja mais avassaladora.
E Paulo diz o seguinte: “E guarda-te, para que não sejas também tentado”, em outras palavras Paulo diz que nós precisamos ser humildes; a vaidade, a soberba, o orgulho de lidar com a pessoa que caiu como se nós fossemos superiores, como se essa pessoa fosse indigna, não é uma atitude cristã, e há muitas pessoas na igreja feridas, machucadas emocionalmente, esmagadas por uma liderança truculenta, muitas vezes sem amor, legalistas, que valorizam o exterior, e muitas vezes condenam no outro aquilo que eles mesmos praticam, transferindo para o outro seus erros, falhas e distorções, e condenando no outro aquilo que deveriam confrontar em si mesmos. Paulo está nos exortando que para ajudarmos as pessoas que caem, para sermos uma igreja de cura, uma comunidade terapêutica, nós precisamos abordar as pessoas com amor e também com humildade.
Paulo diz no versículo dois que nós devemos levar as cargas uns dos outros; a igreja não é uma comunidade terapêutica apenas quando fala palavras bonitas, discursos eloqüentes ou uma fala regada de piedade, mas não tem uma prática correspondente a esta fala. Nós nos tornamos uma comunidade terapêutica quando temos a capacidade de socorrer, de estender a mão, de oferecer o nosso ombro, de levar as cargas uns dos outros. Nós precisamos não condenar aqueles que fracassam, nós precisamos ajudá-los a se levantar. Certa vez os fariseus levaram até Jesus uma mulher apanhada em flagrante adultério, e chegaram para testar a Jesus dizendo: “a Lei de Moisés manda apedrejar aqueles que são apanhados em adultério, Tu o que dizes?”. Jesus Cristo não responde aos inquiridores, ele passa a escrever na terra, na areia, no pó, e a Bíblia não fala o que ele escreveu, mas possivelmente a palavra usada ali era pra escrever uma sentença, talvez Jesus pudesse colocar ali em letras garrafais os pecados dos acusadores, e então Jesus se levanta, levanta os olhos e diz: “Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra!”. Diz a Bíblia que eles foram saindo, a partir do mais velho, e aquela mulher que já estava humilhada, machucada, está aos pés de Jesus, e Jesus diz: “Mulher, onde estão os teus acusadores? Eles não te condenaram, eu também não te condeno. Vai e não peques mais”. A verdadeira disciplina lida com firmeza contra o pecado, mas lida com generosidade com o pecador que caiu. Jesus diz que não podemos esmagar a cana quebrada nem apagar a torcida que fumega, tripudiar sobre aqueles que já estão caídos e machucados não é um sinal cristão, não é uma evidência de uma igreja de cura, uma comunidade terapêutica. Jesus Cristo nos mostrou este gesto de amor na restauração do caído também com Pedro; Pedro tinha negado a Jesus, jurado que não conhecia Jesus, praguejado afirmando não ter nenhum relacionamento com Jesus. A Bíblia diz que Jesus Cristo em vez de esmagá-lo, humilhá-lo e de reduzi-lo a pó, Jesus manda um recado, depois da ressurreição para os seus discípulos e especialmente para Pedro, e encontra-se com eles no Mar da Galiléia, e diz a Bíblia que Jesus Cristo ao se encontrar com Pedro não fez qualquer exposição de humilhação àquele discípulo, mas fez-lhe uma pergunta que desceu até a alma: Pedro, tu me amas? Tu me amas? Tu me amas? Jesus Cristo restaura Pedro, mostrando pra igreja qual deve ser a atitude para com aqueles que fracassam e caem. Muitas vezes ouvimos dizer que a igreja é o único exército que mata os seus feridos. Esta não é uma atitude correta, esta não é uma atitude bíblica, a igreja precisa ser um lugar de cura, a igreja precisa ser um lugar de restauração, a igreja precisa ser um lugar onde os caídos possam ser reerguidos para prosseguir na caminhada da vida. Nós precisamos lidar com firmeza em relação ao pecado, nós não podemos fazer concessão ao pecado, a igreja de Deus precisa ser santa, pura, mas nós precisamos lidar com ternura, com amor e compaixão com relação àqueles que caíram. Nós precisamos entender que a igreja de Deus é um lugar de vida, é um lugar de cura, é uma comunidade terapêutica, é um lugar de restauração, é um lugar onde as pessoas machucadas e quebradas podem ser restauradas, aqueles vasos que estão em cacos podem ser refeitos em vasos novos para a glória de Deus.

Rev. Hernandes Dias Lopes