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sábado, 5 de novembro de 2016

ANIVERSARIANTES IPC-ITAPIRA

ANIVERSARIANTES IPCI

06/11 – José Sebastião Franco
01/11 – Neuza Rodrigues P. Canivezi
12/11 – Carlos Alberto Soares

Que nosso grande Deus derrame ricas Bênçãos sobre todos!!!



MENSAGEM PASTORAL

Todos os Santos
“Mas agora que vocês foram libertados do pecado e se tornaram escravos de Deus, o fruto que colhem leva à santidade, e o seu fim é a vida eterna” (Rm 6.22).

No dia primeiro de novembro as Igrejas Católica, Anglicana e Luterana celebram a festa de todos os santos. Entretanto, as ênfases são muito diferentes no propósito dessa celebração. Os Anglicanos e os Luteranos fazem memória da vida e dos feitos dos santos de maneira didática. Apresentam os santos como simples modelos de fidelidade a Cristo e reafirmam a concepção de que a santidade é possível em todo e qualquer estado de vida. Ensinam a partir das vidas humanas imperfeitas dos santos, que sob os auspícios da graça, a santidade é possível a qualquer homem e mulher. Os católicos além destes dois aspectos, ainda veneram os santos, lhes oferecem orações, fazem a eles pedidos de intercessão, socorro em suas necessidades e se confiam à sua proteção. Isto é impensável para Anglicanos e Luteranos, isso é impossível aos evangélicos em geral e aos presbiterianos em especial. Toda a nossa adoração, a nossa veneração, as nossas orações são oferecidas exclusivamente a Deus por meio de Cristo. São os méritos de Cristo a causa suficiente e eficiente de nossa salvação, santificação, proteção e bem-estar geral. Escrevo esta pastoral porque no Brasil a Conferência Episcopal (CNBB), transferiu esta festa para o domingo mais próximo do dia 1º (no caso hoje), para que seus fiéis pudessem participar em maior número e com maior proveito de suas celebrações. Não é porque essa solenidade nos seja desconhecida e até estranha como protestantes que não mereça a nossa atenção e uma reflexão apropriada. Na verdade, devemos refletir sobre a nossa mais sublime vocação como povo de Deus, a santidade. Santidade não é uma opção no cardápio da fé. Antes, é uma ordenança dada por Deus: “Sede santos porque eu o vosso Deus sou santo” (Lv 20.7). Desde o Antigo Testamento tudo o que diz respeito a Deus é santo. O monte Sião é santo, o sumo sacerdote é santo, Jerusalém é santa, as alfaias (roupas para o culto e ornamentação do templo), os utensílios para o sacrifício, a Arca da Aliança, enfim, tudo o que pertence a Deus é santificado. A primeira noção então de santo é o de ser separado para ser posse exclusiva de Deus e estar a seu serviço. Uma vez que fomos alcançados pela graça de Cristo, regenerados, o Senhor produziu fé salvadora em nosso coração, fez-nos participar da justiça de Cristo e habilitou-nos para a santificação com os auxílios necessários e indispensáveis. Agora, como filhos adotivos nossa razão de ser e de existir ganha nova dimensão e natureza. Fomos separados do mundo, moralmente separados e purificados, para pertencer a Deus e viver para a sua glória desde agora e para sempre. A outra noção de santo é aquela que indica pureza, ausência de pecados, de maldade, inocência e amor pela justiça e a verdade. Nossa pertença a Cristo e a presença do Espírito Santo em nós, com os demais auxílios da graça nos fazem produzir e crescer em santificação, a começar pela produção do fruto do Espírito: “Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade” (Gl 5.22). Junto a esse fruto passamos a desenvolver dons espirituais para o serviço, bem-estar de nossos irmãos e a glória de Deus: “Se alguém fala, faça-o como quem transmite a palavra de Deus. Se alguém serve, faça-o com a força que Deus provê, de forma que em todas as coisas Deus seja glorificado mediante Jesus Cristo, a quem sejam a glória e o poder para todo o sempre. Amém” (1 Pe 4.11). A radicalidade do amor também é uma nota muito característica dos santos: “Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine. Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, mas não tiver amor, nada serei. Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, mas não tiver amor, nada disso me valerá. O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca perece; mas as profecias desaparecerão, as línguas cessarão, o conhecimento passará” (1 Co 13.1-8). Essas são características inerentes à vida e ao caráter de um homem salvo em Cristo. Com maior ou menor intensidade, essas manifestações deverão ser encontradas. Santidade aqui nessa vida, não implica em perfeição absoluta. Infelizmente a presença e a influência do pecado ainda estarão presentes enquanto vivermos, todavia, já não terão domínio sobre os santos e esses não sentirão prazer ou conforto no pecado. Todos os que estão em Cristo são verdadeiramente santos: “Se, porém, andamos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1 Jo 1.7).

Reverendo Luiz Fernando 
é ministro do Evangelho na Igreja Presbiteriana Central de Itapira

sábado, 22 de outubro de 2016

BOLETIM CONGREGAÇÃO PRESBITERIANA DO CALVÁRIO

BOLETIM 
CONGREGAÇÃO PRESB. DO CALVÁRIO



LITURGIA DO CULTO

LITURGIA DO CULTO
23 DE OUTUBRO DE 2016.


CANTINHO DA ORAÇÃO IPC-ITAPIRA

CANTINHO DA ORAÇÃO IPCI
Rev. Luiz Fernando e família; Presbíteros, Diáconos e famílias; Sem. Hélber e família; Cleber Cavalari (família); Helena Tellini (saúde); Ida (saúde); Maria Zanelato (saúde e desaparecimento do filho Nilson); Saulo Camilo (saúde); Jacir Cordeiro (saúde); Edite Bologna (saúde); Marcelo Bologna e família; Roseli Bologna e Zildo Silva (saúde); Virgílio Avancini (saúde); Edmee e família; Teonilio Lellis e Benedita Rizzi (saúde); Joelma (saúde, irmã da Jane); Nilton Tadeu (saúde); Cláudio Marcos (saúde); Paulo Zelante e família; José Evaristo (saúde); Donisete e Maria (conversão, pais Tais Hara); João Jangelm (saúde); Thiago Rizzi (saúde), Josias Novaes (saúde), Ricardo Samogin (saúde); Hilda Rigoni (saúde); Patrícia Margarido (saúde), Beatriz (problemas pessoais, prima Beth Manoel); Adesenir e família; Assunção Maria (saúde, esposa Jadyr Canavezi), Firmino O. Vieira (saúde); Maria Rosa R. Pereira (saúde), Adriana Rizzi (saúde), Jefferson Pupo (saúde, filho Neusa Pupo); Neusa Pupo (saúde); Maria da Penha Sartorelli, Jamila Sartorelli; Odila (saúde, mãe do Balduco); Rute Camilo (saúde); Matheus Balduco (emprego).


AVISOS IPC-ITAPIRA

AVISOS IPCI

23/10 – Dia do Grande Ofertório, traga seu alimento.

27/10 – 20h00 Curso de Missiologia, capacitação módulo XI.

28/10 – 20h00 Reunião de Oração dos Homens.

19/11 – 19h30 Culto em inglês.


ANIVERSARIANTES IPC-ITAPIRA

ANIVERSARIANTES IPCI

23/10 – Geraldo Pupo C. Neto
Lívia Moraes de Oliveira
26/10 – Ariane Cardoso G. Rigotti
27/10 – Vanessa e Aritan Bastão

Que nosso grande Deus derrame ricas Bênçãos sobre todos!!!

MENSAGEM PASTORAL

Reformalatria
“Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos. E sofreste, e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste. Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres” (Ap 2.2-5).

O teólogo francês João Calvino gostava de ensinar, com sólida base bíblica, que o coração do homem é uma fábrica de ídolos. Sempre que o nosso coração se distancia milímetros de seu apego a Cristo, inevitável e imediatamente ele fabrica uma incontável multidão de deuses que desejam lutar dentro dele por cada nicho e cada altar, eclipsando assim a figura de Jesus Cristo. Também com uma data tão auspiciosa como a abertura das comemorações dos 500 anos dos inícios da Reforma Protestante, pode e seguramente, nos oferece a ocasião para grosseira idolatria. Há mesmo quem esteja até festejando o fato de o Papa Francisco participar dessas comemorações na Suécia ou ainda sinta-se valorizado e reconhecido porque um grupo de peregrinos luteranos foi recebido com uma imagem de Lutero na Sala de audiências Paulo VI no Vaticano um dia desses. Entretanto, quais são os reais perigos de uma ‘Reformalatria’? O primeiro deles me parece ser ainda aquele de pensar que antes de 31 de outubro de 1517 não havia cristianismo, igreja e evangelho no mundo. Acreditar que do capítulo final de Atos 28 até os dias de Lutero a obra de Deus permaneceu numa espécie de animação suspensa e a história da igreja não passa de uma tragédia religiosa repleta de hereges e ofensas dirigidas a Deus em forma de culto. Na verdade, a Reforma aconteceu porque esses e outros erros existiam mesmo. Mas existiam não num vácuo, mas na dinâmica da vida da igreja estabelecida que durante a sua história produziu pela graça de Deus homens e obras extraordinários e a Reforma apenas intentou, vinda do mesmo Deus, corrigir tais erros. Mesmo porque, os Reformadores eram homens que viviam dentro daquela igreja histórica. O segundo perigo é o da canonização dos Reformadores. Pensar e acreditar quer eram todos perfeitos, homens que viviam em virtudes extraordinárias, quase super-humanos. Atribuir a eles inerrância e infalibilidade porque chegaram a algumas posições e interpretações bíblicas ou doutrinárias, faz-nos incorrer no mesmo crime e erros daqueles que invocam a Tradição ou o magistério Papal como autoridade equivalente às Escrituras. Isso também é idolatria. Não restam dúvidas, nossos Reformadores foram usados por Deus como instrumentos para o início e a continuação e sistematização da Reforma e muitas de suas contribuições são perenes. Mas eles não inventaram a roda, talvez, no máximo a descobriram e melhoraram o seu uso. Um terceiro perigo é o de se desejar repetir acrítica e anacronicamente o estilo de culto, o tipo da liturgia, cantos e usos e costumes da igreja dos séculos 16, 17 e 18, como os únicos aceitáveis por Deus e os únicos capazes de dar à Igreja uma identidade cristã. É um erro pensar que devemos pregar usando de maneira absoluta os mesmos métodos e conceitos de comunicação e transmissão de conteúdos desde o púlpito ou a mesma didática da época para a catequese (o conteúdo, esse sim, perene). Também é um erro pensar numa forma única de estética para o templo e a própria ação litúrgica. Evidentemente que os elementos de culto empregados pelos reformadores são indeléveis e inegociáveis, mas não porque fossem por eles estabelecidos, mas porque são Bíblicos e se encontram presentes nos dois cânones das Escrituras e foram firmemente estabelecidos por Deus. Uma quarta sedução à idolatria é concluir que em nossos dias não existam contribuições válidas para a igreja e que tudo se encontra tão perdido e corrompido que só uma volta radical ao passado glorioso de nossos heróis pode nos salvar. Além de pretencioso esse pensamento é ingênuo, para não dizer infantil. Os nossos dias trazem consigo não só inúmeros e inimagináveis oportunidades, como também ferramentas maravilhosas, um acúmulo de conhecimento sistematizado que os Reformadores jamais sonharam possuir. Pesquisas científicas avançadas nas áreas da história, arqueologia, línguas antigas, antropologia cultural e etc., nos fazem penetrar com muito mais profundidade as maravilhas da Bíblia. Novas Universidades, novos e equipados seminários, a enorme profusão de editoras e novos autores, teólogos e pesquisadores nos enchem de esperança quanto ao futuro da Igreja. Mas, nenhuma idolatria é mais perigosa do que esquecer que Cristo é o Senhor e Cabeça da Igreja. Que Ele é o mais interessado em sua eterna juventude, vitalidade, pureza e fidelidade. Que Ele mesmo é quem empodera essa igreja por meio do seu Espírito, que levanta, comissiona e envia homens, pecadores e frágeis, para continuar reformando e restaurando a vida da igreja até o dia em que Ele mesmo, em pessoa, virá busca-la e a conduzirá para um tempo em que as Reformas já não serão necessárias e nem mesmo relembradas. 
Reverendo Luiz Fernando é 
ministro reformado na Igreja Presbiteriana Central de Itapira