AVISOS IPCI
07 a 09.10 às 19h30 Semana de Oração: Resp.: SAF, Conselho e Junta Diaconal respectivamente.
11.10 Reunião Deptal. em Conjunto na Chácara Jireh, melhores informações com Selma.
18.10 Reunião do Conselho.
O tema da oração ocupou um lugar de grande destaque
nas preocupações teológicas e pastorais dos Reformadores e dos Puritanos.
Calvino dá o seguinte título ao Capítulo XX de suas Institutas: ‘Da oração, que
é o principal exercício da fé, por meio da qual recebemos a cada dia os benefícios
de Deus’. Neste mesmo capítulo encontramos o seguinte: “Assim, pelo benefício da oração, conseguimos penetrar até aquelas
riquezas que Deus celestial tem depositadas em si. Pois a oração é uma espécie
de comunicação entre Deus e os homens, mediante a qual estes entram no
santuário celestial, recordam ao Senhor suas promessas e instam-lhe a mostrar
na realidade, quando a necessidade o requer, que aquilo em que acreditaram,
simplesmente em virtude de sua Palavra, não era vão. Vemos, pois que Deus não nos propõe coisa alguma a esperar
dele sem que, ao mesmo tempo, mande que peçamos pela oração; tão certo é o que
dissemos, que com a oração encontramos e desenterramos os tesouros, que se
mostram e descobrem a nossa fé pelo Evangelho” (Instituições da Religião
Cristã, cap XX, 2). João Calvino nesta sua ‘Obra Magna’, deseja inspirar os
cristãos e mesma insta com eles para que busquem a Deus em oração, pois de
outra maneira jamais alcançarão, nem posse tomarão das riquezas espirituais e
das bênçãos temporais contidas no Evangelho. É como se nos dissesse que nada
alcançaremos de Deus sem a oração, nem nada d’Ele devemos esperar se não
orarmos. Ao mesmo tempo em que nos enche de santas expectativas ao afirmar que
aquilo que foi prometido será inexoravelmente entregue por Deus aos que orarem
pela fé. A geração que seguiu aos Reformadores conhecida como os
Puritanos também dava grande ênfase à oração. Os Puritanos eram teólogos e
pastores que valorizavam grandemente as experiências espirituais da Palavra de
Deus. Experiências estas
Vivemos em plena ditadura, a mais cruel das
ditaduras e ninguém se dá conta ou reclama. Estamos sob o regime ditatorial do
relativismo, do pluralismo radical, daquilo que os eruditos chamam de
pluralismo filosófico ou hermenêutico.
Este é o mais perigoso e sério desenvolvimento da pós-modernidade, é a
postura de que qualquer noção de uma declaração ideológica ou religiosa em
particular é intrinsecamente superior a outra é necessariamente errada. O único credo absoluto é o credo do
pluralismo! Nenhuma religião tem o direito de se destacar a si mesma
correta ou verdadeira. Mas, nenhuma outra instituição tem o direito de defender
verdades universais e absolutas. Não há mais que se falar em ética, mas em
muitas éticas, pois há muitas verdades. Tudo depende da percepção, da
conveniência e do subjetivo. Esta hermenêutica radical é um processo de
desconstrução dos princípios que regeram e fundaram a cultura ocidental sobre
os valores judaico-cristãos e até aqui, o que apresentaram no lugar não passou
de falácias e o homem não se viu numa condição mais livre, mais feliz ou
superior. Antes pelo contrário, o que assistimos dia a dia é uma cultura do
efêmero, dos excessos, da ostentação, do consumismo. Encontramos todos os dias
personalidades desintegradas, pessoas sem identidade correndo atrás do sentido
da vida fazendo toda sorte de testagens. O ícone pop desta cultura e
quem sabe seu melhor intérprete talvez tenha sido mesmo o Raul Seixas e a sua
sociedade alternativa com sua metamorfose ambulante. Cada um deve fazer o que
“der da telha”, cada um deve viver em contínua transformação e mudança de
opinião sem jamais possuir nenhum princípio ou balizamento moral. A ditadura do
relativismo, como em toda ditadura, tem lá os seus mecanismos de coerção. O
primeiro deles é consumismo irresponsável e doentio. O Consumismo traz a ideia de que
não possuir e não consumir tal bem, Marca ou modelo ‘é não-ser’, não existir
socialmente, não poder
interagir culturalmente. O consumismo, através do marketing agressivo, gera enormes falsas
necessidades apelando para as fraquezas e vulnerabilidades mais expostas das
pessoas, de modo que elas desenvolvem verdadeiro pânico de se virem alienadas e
não aceitas em seu círculo social. E, para manter cativos os homens gera-se
esta cultura vertiginosa de um novo lançamento e uma nova moda (sempre
descartável e superficial) a cada semana. O segundo mecanismo desta ditadura é
a indústria do entretenimento pelo entretenimento. As artes, as produções
culturais, a TV, o Cinema, a indústria fonográfica não possuem quase ou nenhum
interesse em comunicar qualquer sentido à realidade. Nem mesmo se prestam para
fazer uma leitura crítica do homem e do mundo. O que desejam é explorar o
universo sensorial do homem comunicando algum prazer, na maioria das vezes,
explorando a sensualidade através de paixões desgovernadas, bizarras e
doentias. Há toda uma indústria que banaliza a violência, a morte e
desmistifica a sacralidade da vida em todos os seus estágios, coisificando
assim a existência humana e embrutecendo toda uma geração. Mas, este
tipo de entretenimento alienante também aportou nas Igrejas Evangélicas. Não poucos
púlpitos e programas de cultos também exploram o bizarro e o dantesco
manipulando emoções e carências sem nenhum pudor e sem nenhum compromisso
ético. Muito da subcultura cristã gospel não produz coisa alguma além de música
comercial com letras e melodias que por pouco não são confundidas com mantras.
Neste contexto secularizado, de múltiplas escolhas, de relativismo levado às
últimas consequências como viver a nossa fé cristã? Algumas pistas: 1.
Jamais ceder à tentação de uma igreja “Avestruz”. Não podemos, em face de
tantos e complexos desafios da cultura contemporânea enfiar a cabeça em um
buraco e fingir que não temos nada a oferecer, nada a compartilhar e assumir um
papel irrelevante; 2. Não podemos nos deixar capitular à mentalidade da época e assim
assumir nosso lugar neste mosaico, neste caldeirão de “muitas verdades” e nos
contentar com um discreto papel coadjuvante; 3. Não podemos ser
intolerantes e segregacionistas. Não podemos assumir um papel arrogante e
sairmos por aí simplesmente acusando, difamando e destruindo reputações. Longe
de nós tais coisas; 4. Precisamos sim em amor, com genuíno e desinteressado amor,
com lógica racional, apego à verdade e a Justiça, apresentar a exclusividade de
Cristo e sua Superioridade sobre as pessoas em primeiro lugar e só depois às
suas ideias; 5. Precisamos, na dependência do Espírito Santo, convencer de
que não somos os donos da verdade, absolutamente. Mas, servos dela. O
caos do relativismo é a grande chance dos cristãos e da Igreja a partir de sua
vida integral e íntegra, apresentar um sistema e um estilo de vida que responda
a todas as inquietações do homem e da sociedade. Neste mundo plural a
singularidade de Cristo faz todo o sentido!