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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

CATECISMO DE HEIDELBERG


83. Que são as chaves do reino dos céus? R. A pregação do santo Evangelho e a disciplina cristã. É por estes dois meios que o reino dos céus se abre para aqueles que creem e se fecha para aqueles que não crêem (1). (1) Mt 16:18,19; Mt 18:15-18.

84. Como se abre e se fecha o reino dos céus pela pregação do santo Evangelho? R. Conforme o mandamento de Cristo, se proclama e testifica aos crentes, a todos juntos e a cada um deles, que todos os seus pecados realmente lhes são perdoados por Deus, pelo mérito de Cristo, sempre que aceitam a promessa do Evangelho com verdadeira fé. Mas a todos os incrédulos e hipócritas se proclama e testifica que a ira de Deus e a condenação permanecem sobre eles, enquanto não se converterem (1). Segundo este testemunho do Evangelho Deus julgará todos, nesta vida e na futura. (1) Mt 16:19; Jo 20:21-23.

85. Como se fecha e se abre o reino dos céus pela disciplina cristã? R. Conforme o mandamento de Cristo, aqueles que, com o nome de cristãos, se comportam na doutrina ou na vida como não-cristãos, são fraternalmente advertidos, repetidas vezes. Se não querem abandonar seus erros ou maldades, são denunciados à igreja e aos que, pela igreja, foram ordenados para este fim. Se não dão atenção nem a admoestação destes, não são mais admitidos aos sacramentos e, assim, excluídos da congregação de Cristo, e, pelo próprio Deus, do reino de Cristo. Eles voltam a ser recebidos como membros de Cristo e da sua igreja, quando realmente prometem e demonstram verdadeiro arrependimento (1). (1) Mt 18:15-18; 1Co 5:3-5,11; 2Co 2:6-8; 2Ts 3:14,15; 1Tm 5:20; 2Jo :10,11.

ANIVERSARIANTES


Aniversariantes:

08/08 -  Pablo Evandro Medina;
12/08 - Edmêe R. Faria Tenório;
13/08 - Aristides Caetano de Almeida.

Que Deus derrame ricas bênçãos  sobre todos.

MENSAGEM PASTORAL


Espiritualidade (II)
“Meditarei nos teus preceitos e darei atenção às tuas veredas. Tenho prazer nos teus decretos; não me esqueço da tua palavra.”
(Sl 118. 15-16).

A Igreja reformada sempre viveu uma tensão entre piedade e ortodoxia. Não raras vezes estas duas necessidades da vida cristã tocaram o extremismo a ponto de se excluírem quase por completo. Ortodoxia, isto é, o ensino e o cultivo da doutrina reta, sã, verdadeira, lógica, racional e fundamentada na literalidade da Bíblia, são como a âncora da alma em meio aos vendavais de heresias, modismos, falsos ensinos que grassam a religião. Sem ortodoxia não há segurança quanto à verdade e também não haverá uma ética e uma moral com valores absolutos. Tudo se torna relativo e plural. Entretanto, só a ortodoxia sem a abertura para experiências espirituais que “firam” a alma de amor e incendeiem o desejo e a vontade humana para se render, deleitar e querer mais de Deus e de seu amor e poder, é um caminho árido, sem vida, legalista que pode provocar endurecimento e esfriamento do amor nas relações comunitárias sem misericórdia, longanimidade ou humor. A piedade, a vida devocional, o cultivo de uma vida interior na íntima comunhão e amizade espiritual com Deus tem a propriedade de “temperar” a nossa personalidade, tornar-nos mais profundos e sensatos, mais sóbrios, equilibrados e humanos. A vida espiritual nos ajuda a domar os instintos da carne e nos dá maior sensibilidade espiritual pavimentando o caminho para uma convivência fraterna na comunidade menos estressante, mais calorosa, com mais alegria. Mas, vida espiritual descuidada da leitura, meditação e estudo das Escrituras facilmente descamba para a alienação, para o fanatismo e para o espírito de sectarismo. Para termos uma vida cristã saudável e uma Igreja equilibrada e sadia precisamos das duas realidades, a ortodoxia e a espiritualidade. Necessitamos de uma Teologia sólida, racional, Bíblica e de uma espiritualidade vibrante, profunda, com todas as faculdades da alma incendiadas de amor e desejos por Deus.A tradição reformada desde os seus inícios nunca quis organizar uma Igreja cerebral, intelectualóide, longe disso. Os reformadores sempre desejaram falar ao coração dos crentes e levá-los a experimentar das doçuras de Cristo e do céu. Sabiam, porém, que para a alma sentir de verdade precisa antes compreender a verdade. Fala-se á inteligência para se atingir os afetos. Prega-se às mentes para se tocar nas almas. Foi assim com os pietistas, com os puritanos, com os pregadores dos avivamentos e despertamentos. Mas, como um cristão e uma igreja podem cultivar estas duas dimensões ao mesmo tempo? Pelo estudo da Bíblia e pelo exercício das disciplinas espirituais recolhidas pela Igreja ao longo de sua bimilenar história. Dentre estas disciplinas se encontra a “Lectio Divina”. Esta modalidade de leitura bíblica foi a predileta dos pais da Igreja e foi sistematizada no século X por um monge cartuxo chamado Guigo. Entretanto, a “Lectio Divina”, também conhecida como leitura sapiencial da Bíblia como método de leitura e aplicação pode ser encontrada já na própria escritura, como atestam os Salmos 1 e 119 e a epistola de Tiago, apenas para ficar nestes exemplos. A leitura sapiencial das Escrituras se difere ligeiramente de um estudo Bíblico por seu escopo. Na lectio o que se deseja é saborear as delícias da Palavra de Deus e encontrar prazer nelas, é uma leitura devocional que leva em conta o estudo já feito anteriormente. Mas aqui, o que se deseja é meditar, memorizar, aquecer o coração, abastecer a alma de significado, orar com e a partir do texto, decorar uma sentença extraída do texto como um endereço, uma via espiritual para ser vivida naquele dia. O escopo da lectio é a contemplação da alma perdida de amor por seu Criador e Pai, inclinada de desejos afetuosos por seu Senhor e Redentor Jesus. Na “Lectio Divina” a contemplação prepara e estimula a ação que nos impede de viver um ativismo bobo, estéril e cansativo.
Luiz Fernando,
Pastor Mestre da IPCI

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

MOMENTO MISSIONÁRIO


CONVITE EXPOSIÇÃO ETNO MISSIONÁRA

Convidamos todos para participarem da inauguração da Exposição Etno Missionária que está montada no salão social da igreja, a inauguração se dará após o término da Reunião de Oração de hoje.
Contamos com a presença de todos.


"A desventura persegue os pecadores, mas os justos serão galardoados com o bem" (Pv 13.21)
Igreja Presbiteriana Central de Itapira
Rua Campos Salles, 92 
Fone:(19) 3863 1706

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

AVISOS IPC-ITAPIRA

 01 a 06/08 Semana de Oração e Semana Missionária: 

Segunda-feira: Resp. Conselho: Continente Africano;
 Terça-Feira: Resp. Conselho Missionário: Continente Asiático;
 Quarta-feira: Resp. Reverendo Luiz Fernando: Continente Europeu;
 Quinta-feira: Resp. Junta Diaconal: Continente Americano;
 Sexta-feira: Resp.  SAF: Tribos Indígenas no Brasil; 
Sábado: Resp. UMP-UPA: Missão Urbana e Tribos Urbanas (Louvorzão)

não deixemos de participar!!!

POESIAS CRISTÃ

SEM TI NADA SOU !!!





Se em algum momento meu ser de mim se apoderar,
Peço-te Mestre, “Vem-me livrar”!

Se em algum instante o meu ser  minha vida dominar,
Rogo-te Mestre, “Vem depressa me salvar!”

Se em algum momento meu ser depender só de mim,
Eu sei bom Mestre, perto está o meu fim.

Porque é por ti que vivo,
Só tu me fazes crescer.
Meu ser sem ti nada vale
Sozinho não posso viver.

Teu terno amor me sustem,
É meu guia, meu protector
Sozinho sou tão fraco,
Preciso de teu favor.

Tua voz dirige os meus passos
Teu querer é tudo para mim.
Minha oração, senhor?
Viver só para ti!

Se em algum momento meu ser de mim se apoderar,
Peço-te Mestre, “Vem de mim me libertar!”

Teu é o poder, teu é o amor
Por mim nada valho,
Contigo sou vencedor!

Tu és o caminho, minha vereda verdadeira,
Tua é a minha essência, como chama que incendeia.

Tudo me concedes, tua graça é sem par
Misericórdia sempre eterna
Que me faz descansar.

Se em algum momento me esquecer
Da hora em que o Pai me transformou,
Recorda-me, lembra-me Mestre:
“Sem ti nada sou!"

                                                                                                        João Souto Ferreira
                                                                                    

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

RÁDIO WEB VÉRITAS IPC-ITAPIRA


Não deixem de ouvir!!!!

CATECISMO DE HEIDELBERG

A Santa Ceia 
(continuação)


80. Que diferença há entre a ceia do Senhor e a missa do papa? R. A ceia do Senhor nos testemunha que temos completo perdão de todos os nossos pecados, pelo único sacrifício de Jesus Cristo, que Ele mesmo, uma única vez, realizou na cruz (1) ; e também que, pelo Espírito Santo, somos incorporados a Cristo, que agora, com seu verdadeiro corpo, não está na terra mas no céu, à direita do Pai (3) e lá quer ser adorado por nós (4). A missa, porem, ensina que Cristo deve ser sacrificado todo dia, pelos sacerdotes na missa, em favor dos vivos e dos mortos, e que estes, sem a missa, não tem perdão dos pecados pelo sofrimento de Cristo; e também, que Cristo está corporalmente presente sob a forma de pão e vinho e, por isso, neles deve ser adorado. A missa, então, no fundo, não é outra coisa senão a negação do único sacrifício e sofrimento de Cristo e uma idolatria abominável (5). (1) Mt 26:28; Lc 22:19,20; Jo 19:30; Hb 7:26,27; Hb 9:12; Hb 9:25-28; Hb 10:10,12,14. (2) 1Co 6:17; 1Co 10:16,17. (3) Jo 20:17; Cl 3:1; Hb 1:3; Hb 8:1,2. (4) At 7:55,56; Fp 3:20; Cl 3:1; 1Ts 1:10. (5) Hb 9:26; Hb 10:12,14.

81. Quem deve vir a santa ceia? R. Aqueles que se aborrecem de si mesmos por causa dos seus pecados, mas confiam que estes lhes foram perdoados por amor de Cristo e que, também, as demais fraquezas são cobertas por seu sofrimento e sua morte; e que desejam, cada vez mais, fortalecer a fé e corrigir-se na vida. Mas os pecadores impenitentes e os hipócritas comem e bebem para sua própria condenação (1). (1) 1Co 10:19-22; 1Co 11:28,29.

82. Podem vir a essa ceia também aqueles que, por sua confissão e vida, se mostram incrédulos e ímpios? R. Não, porque assim é profanada a aliança de Deus e é provocada sua ira sobre toda a congregação (1). Por isso, a igreja cristã tem a obrigação, conforme o mandamento de Cristo e de seus apóstolos, de excluir tais pessoas, pelas chaves do reino dos céus, até que demonstrem arrependimento.

ANIVERSARIANTES

Aniversariantes:

31/07 Vanessa G. F. Bastão; Hélio Sartorelli;
01/08 - Laura P. Pereira; 

Que Deus derrame ricas bênçãos  sobre todos.

MENSAGEM PASTORAL

Espiritualidade (I)
“Não rogo para que os tires do mundo, mas para que os protejas do maligno.” Jo 17.15.

A espiritualidade é um tema muito frequente nas preocupações da Igreja. Não é raro encontrar a frase de efeito numa oração: “Que a tua Igreja cresça em número e muito mais em espiritualidade.” Confesso que nunca entendi muito bem este pedido. Todavia, muitos líderes e muito crentes nutrem verdadeira preocupação com a questão da espiritualidade e muita coisa tem sido oferecida como a redescoberta dos clássicos devocionais cristãos, os mestres e escritores espirituais como Teresa D’Ávila, João da Cruz, Thomas Merton, Thomas à Kempis, todos católicos romanos tendo as suas obras publicadas e divulgadas por várias editoras cristãs evangélicas. Há também a valorização e a redescoberta das antigas disciplinas espirituais, como a Lectio Divina, o jejum, a direção espiritual, a oração centrante ou do coração, a contemplação e o silêncio. Todas estas coisas são boas e possuem valor se soubermos lançar mão delas com prudência, equilíbrio e sobriedade. O maior perigo para quem quer cultivar uma vida espiritual mais intensa e vivificada é a “fuga mundi”, ou seja, a noção de que quanto mais espiritual a pessoa é, mais distante ela será das realidades e vicissitudes humanas. Este escapismo espiritual sempre rondou o cristianismo, desde Pacômio, Teodósio e Orsiésio, iniciadores do movimento monástico no Delta do Nilo em meados do século III da E.C., até o neopentecostalismo atual, sempre houve quem enxergasse que espiritualidade fosse alguma coisa impossível de ser vivida no mundo. Ou ela é vivida num mosteiro, separado do mundo pela clausura e pela Regra, ou ela é alienada e produz um sub-cultura que demoniza o mundo e se fecha em guetos espirituais como em muitas igrejas evangélicas. Todavia, a espiritualidade é, antes de qualquer coisa, a abertura da inteligência e da vontade humanas para a influência e a condução do Espírito Santo. Não é necessariamente a prática de uma modalidade ou metodologia mas a rendição e a submissão consciente e racional do homem ao governo de Cristo sobre a totalidade de sua vida. Quando esse processo tem o seu início com a diligente cooperação de nossa vontade logo aprendemos que a espiritualidade longe de ser um caminho de paisagem bucólica e serena é antes um confronto com os poderes deste mundo e sua maligna opressão. O maior exemplo disso é o próprio Senhor Jesus que foi levado ao deserto pelo Espírito Santo para ser tentado pelo Diabo: “Então Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo Diabo.” (Mt 4. 1). Outra prova irrefutável de que a espiritualidade é um confronto é o que lemos no livro de Efésios: “Vistam toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra toda as ciladas do Diabo...por isso, vistam toda a armadura de Deus, para que possam resistir no dia mau e permanecer inabaláveis, depois de terem feito tudo.” (Ef 6. 11.13). A armadura não é uma vestimenta para o lazer nem para o ócio, na verdade a espiritualidade é o revestimento necessário para uma batalha que se trava no campo do mundo e sem as armas e as armaduras da espiritualidade e sem o treinamento ou o cultivo da vida espiritual nos tornamos soldados ineptos e vulneráveis de Jesus. Uma espiritualidade autêntica, Bíblica, cristocêntrica será sempre o cultivo de uma vida íntima com Deus vocacionada à ação missional no mundo. Quanto mais íntimos em nossa vida com Deus, mais inseridos seremos no mundo. Quanto mais a nossa leitura Bíblica for séria e comprometida, nossa oração sacerdotal e intercessora e mais profunda a compreensão de nossa vida, profissão e mordomia como uma vocação ao serviço do Rei e do Reino, mais presentes nos faremos no mundo com a intenção de salgar, iluminar e fermentar pelo Evangelho e pelo testemunho de Cristo fazendo avançar o Reino sobre as fronteiras do inimigo levando a salvação a todo aquele que crê. Ser espiritual é ser missional.
Luiz Fernando,
                                                                                                                                                                                     Pastor Mestre da IPCI