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sábado, 10 de dezembro de 2016

MENSAGEM PASTORAL

Domingo Gaudete
“Os discípulos continuavam cheios de alegria e do Espírito Santo” (Atos 13.52).

O terceiro domingo do Advento é tradicionalmente conhecido como domingo gaudete, isto é, domingo da alegria. Recebe este nome devido à proximidade das festas natalinas, quando a igreja cristã se reúne para agradecer o fato e não a data, do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo. Mas, é também um convite à alegria, porque a cada ano, a cada estação litúrgica, mais próxima está a volta gloriosa do Salvador Jesus. O Apóstolo Paulo dá-nos o fundamento para este convite: “Pois ele diz: Eu o ouvi no tempo favorável e o socorri no dia  da salvação. Digo-lhes que agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação!” (2 Co 6.2) e “Façam isso, compreendendo o tempo em que vivemos. Chegou a hora de vocês despertarem do sono, porque agora a nossa salvação está mais próxima do que quando cremos” (Rm 13.11). A alegria a que somos convidados é uma alegria espiritual, triunfante, celestial. É a alegria de Abraão: “Abraão, pai de vocês, regozijou-se porque veria o meu dia; ele o viu e alegrou-se". (Jo 8.56). Também é a alegria de João Batista no ventre de Isabel: “Logo que a sua saudação chegou aos meus ouvidos, o bebê que está em meu ventre agitou-se de alegria” (Lucas 1.44). Alegria cantada pelos coros angélicos: “De repente, uma grande multidão do exército celestial apareceu com o anjo, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor" (Lc 2.13,14). Os pastores de Belém também exultaram: “Os pastores voltaram glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido, como lhes fora dito” (Lc 2.20). Simeão também deu mostras desta felicidade: “Simeão o tomou nos braços e louvou a Deus, dizendo: Ó Soberano, como prometeste, agora podes despedir em paz o teu servo. Pois os meus olhos já viram a tua salvação, que preparaste à vista de todos os povos: luz para revelação aos gentios e para a glória de Israel, teu povo" (Lc 2.28-32). No mesmo texto e contexto, Ana é invadida pela alegria do Senhor “Tendo chegado ali naquele exato momento, deu graças a Deus e falava a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém” (Lc 2.38). Esta alegria do coração pelo Salvador Jesus e sua obra redentora será cantada com exultação também na criação restaurada e no Reino definitivo: “Pois o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17); “Regozijemo-nos! Vamos nos alegrar e dar-lhe glória! Pois chegou a hora do casamento do Cordeiro, e a sua noiva já se aprontou” (Ap 19.7). Logo, percebemos que a alegria deve ser uma marca evidente do cristão desde agora. Uma alegria que não se deixa esmorecer nem contaminar pelas circunstâncias nem sempre propicias desta vida. Que não é vencida e nem finalmente destruída mesmo quando a morte nos visita porque ela é, na verdade, o nosso real poder: “Não se entristeçam, porque a alegria do Senhor os fortalecerá" (Ne 8.10). O terceiro domingo do Advento é então um dia para juntos, como igreja, praticar a ordenança de Paulo e inscrever esta ordenança em nossos corações tendo-a sempre diante dos olhos sejam quais forem as circunstâncias de nossas vidas: “Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: alegrem-se!” (Fp 4.4). Sem esta verdade espiritual somos engolidos pela tristeza, tragados pela morte, enredados pela ansiedade, paralisados pelo medo, abatidos pelas frustrações e no final das contas, o nosso louvor carecerá de vida e beleza, nossa devocional de contentamento e sinceridade e nosso testemunho vazio, inconsistente e inútil. O mesmo Senhor que nos chamou para trilhar o caminho da cruz, da porta estreita e do caminho apertado, não quer que o sigamos em meio a murmuração, a imprecação e ao azedume que se alastra como praga:Cuidem que ninguém se exclua da graça de Deus. Que nenhuma raiz de amargura brote e cause perturbação, contaminando a muitos” (Hb 12.15). Israel foi advertido e punido por falta desta alegria: “Uma vez que vocês não serviram com júbilo e alegria ao Senhor, ao seu Deus, na época da prosperidade, então, em meio à fome e à sede, em nudez e pobreza extrema, vocês servirão aos inimigos que o Senhor enviará contra vocês. Ele porá um jugo de ferro sobre o seu pescoço, até que os tenham destruído” (Dt 28.47,48). Aproveite este tempo e este dia em que somos todos convidados à entrar na alegria do Senhor. Joguemos fora, no vale das dores de Cristo, as tristezas que pesam em nossa alma. Revistamos da alegria de Cristo, pois um santo triste é um triste santo. Alegrai-vos! 
Reverendo Luiz Fernando
 é Ministro da Igreja Presbiteriana Central de Itapira

sábado, 3 de dezembro de 2016

BOLETIM CONGREGAÇÃO PRESBITERIANA DO CALVÁRIO

BOLETIM 
CONGREGAÇÃO PRESB. DO CALVÁRIO



REGADOR

Regador
04 de dezembro de 2017 – 2º Domingo do Advento – Cor: Roxo – Isaías 11.1-10

I – Puxando pela memória: O poema messiânico de Isaías 11 faz paralelo com o texto do capítulo 9 e a seu modo é um complemento. O tronco faz alusão ao que restou de Israel, o que restou do triste fim do reinado de Acaz. A dinastia de Davi foi praticamente destruída e apenas um remanescente frágil foi preservado. Mais tarde, como os Evangelhos identificarão Jesus como Nazareno, muitos eruditos entendem que este título possui raízes etimológicas com o termo hebraico ‘neçér’ que significa toco ou tronco. Seja como for, as origens humildes de Davi em Jessé e agora atribuídas ao Messias vindouro, dão ainda maior magnificência e glória à obra da redenção. Assim como o texto de domingo passado, estas profecias ocorrem cerca de 700 anos antes do nascimento de Jesus Cristo em Belém de Judá, terra de Jessé. As tradições judaicas e cristãs são unânimes ao atribuir ao texto um inequívoco significado messiânico, não só à vinda do Messias, mas de maneira especial o que significará o seu reinado para a humanidade restaurada. Jesus Cristo, conforme Lucas 4. 18 é sobre quem repousa o Espírito do Senhor para o pleno cumprimento de sua missão. Suas qualificações são magníficas: possuiria sabedoria divina para governar e dar segura e feliz direção ao seu povo. Entendimento para discernir e julgar todas as coisas, inclusive as ocultas. Conselho e fortaleza prerrogativas militares para defender os seus de maneira invencível contra os ataques do inimigo e mantê-lo sempre á salvo. Conhecimento e temor que revelam plena comunhão, harmonia e intimidade com a vontade de Deus. Um Rei assim é capaz de julgar o seu povo com justiça, equidade e defender a causa dos pobres e dos que mansamente esperam em sua bondade e misericórdia. No seu Reino, o mal não terá vez, nem mesmo a sua presença será possível, uma vez que não será tolerada por Ele. O seu Reino futuro, que já começou, será um tempo de perfeita reconciliação, sem a presença do pecado que torna ambivalente toda relação, haverá paz, harmonia e felicidade para toda a criação dos novos céus e nova terra. E todos, sem exceção, estaremos cheios do conhecimento do Senhor. Tudo isso teve início no Natal. O Tronco de Jessé abriu-se em flor e deu fruto do ventre de Maria:bendito é o fruto do teu ventre” (Lc 1.42). Jesus é o Messias, o ungido pelo Espírito Santo (Lc 4.18), o seu Reino já chegou até nós (Mt 12.28; Lc 10.11). Todavia, esperamos que  um dia voltará para fazer novas todas as coisas (Ap 21.5) e entregará o Reino a seu Pai (1Co 15.24) e então viveremos num lindo país: “E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas” (Ap 21:3,4). Até lá, cantemos com a igreja de todos os tempos: “Ora vem, Senhor Jesus” (Ap 22.20).

II – Provocando: Temos praticado a espera e vivido com anelo a volta de Jesus e a instauração plena de seu Reinado? Sonhamos com as coisas do Céu e temos verdadeiro desejo do paraíso? Você já se deu conta que o Reino de Deus e a igreja verdadeira são feitos de remanescentes que permanecem fiéis e que não deixam capitular pela maioria?

III – Leituras Bíblicas: Seg.: Nm 11. 17, 25-26; Ter.: Dt 34. 9; Jz 3.10;  Qua.: 1 Rs 3.9; Pv 4.5,7; Qui.: Pv 1.7; 2Sm 23.1-4; Sex.: Ap 6. 15-17; Hb 4.12; Sáb.: Jo 12.32.

IV – Hinos: Seg. HNC 192; Ter. HNC 193; Qua. HNC 194; Qui. HNC 229 e 230; Sex. HNC 231 e 232; Sáb. HNC 232.

V – Literatura: Encontros com Jesus” – Timothy Keller. Ed. Vida Nova.

Oração:
“Ó Deus todo-poderoso e cheio de misericórdia, nós vos pedimos que nenhuma atividade terrena nos impeça de correr ao encontro do vosso Filho, mas, instruídos pela vossa sabedoria, participemos da plenitude de sua vida. Por nosso Senhor Jesus Cristo na unidade do Espírito Santo”. (Eucológio Romano).


LITURGIA DO CULTO

LITURGIA DO CULTO
04 DE NOVEMBRO DE 2016.


CANTINHO DA ORAÇÃO IPC-ITAPIRA

CANTINHO DA ORAÇÃO IPCI

Rev. Luiz Fernando e família; Presbíteros, Diáconos e famílias; Sem. Hélber e família; Cleber Cavalari (família); Helena Tellini (saúde); Ida (saúde); Maria Zanelato (saúde e desaparecimento do filho Nilson); Saulo Camilo (saúde); Jacir Cordeiro (saúde); Edite Bologna (saúde); Marcelo Bologna e família; Roseli Bologna e Zildo Silva (saúde); Virgílio Avancini (saúde); Edmee e família; Teonilio Lellis e Benedita Rizzi (saúde); Joelma (saúde, irmã da Jane); Nilton Tadeu (saúde); Cláudio Marcos (saúde); Paulo Zelante e família; José Evaristo (saúde); Donisete e Maria (conversão, pais Tais Hara); João Jangelm (saúde); Thiago Rizzi (saúde), Josias Novaes (saúde), Ricardo Samogin (saúde); Hilda Rigoni (saúde); Patrícia Margarido (saúde), Beatriz (problemas pessoais, prima Beth Manoel); Adesenir e família; Assunção Maria (saúde, esposa Jadyr Canavezi), Firmino O. Vieira (saúde); Maria Rosa R. Pereira (saúde), Adriana Rizzi (saúde), Jefferson Pupo (saúde, filho Neusa Pupo); Neusa Pupo (saúde); Maria da Penha Sartorelli, Jamila Sartorelli; Odila (saúde, mãe do Balduco); Rute Camilo (saúde);Geny (cirurgia catarata); mãe da Sara (saúde).



AVISOS IPC-ITAPIRA

AVISOS IPCI

10/12 – 9h30 Ação Missional no Istor Luppi.

06 à 08/11 – 19h30 Semana de Oração:
 ü  Terça – Pb. Railton
ü  Quarta – SAF e Dep. Infantil
ü  Quinta – Sem. Hélber


ANIVERSARIANTES IPC-ITAPIRA

ANIVERSARIANTES IPCI

04/12/16 – Sueli e Benvindo Pereira
Laura Beatriz de Oliveira 
06/12 – Ana Gabrielle R. Pereira
08/12 – Maria Ap. Santos Camilo

Que nosso grande Deus derrame ricas Bênçãos sobre todos!!!

MENSAGEM PASTORAL

Advento: De volta para o futuro!
“Exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima” (Lc 21.28b).

Desde que fomos expulsos do paraíso, ansiamos por voltar para um lugar de paz perfeita, alegria plena e indestrutível, prazer perene, comunhão verdadeira com as pessoas e claro, santa comunhão com Deus numa relação harmoniosa. Logo, cabe-nos perguntar se o paraíso é somente saudade ou é também esperança. A fé cristã ensina as duas coisas. Saudades dos tempos paradisíacos antes da Queda e esperança pela restauração de todas as coisas em Cristo, nos novos céus e nova terra. O Advento então, é uma proclamação desta esperança, é uma força a arrastar-nos para o futuro que certamente chegará. Como eu escrevi em nossa última pastoral, é uma prática individual e comunitária da espera pela volta gloriosa de Jesus. O advento é um tempo em que devemos aprofundar a nossa vocação escatológica, de viver com mais verdade a nossa realidade transcendental. Este tempo litúrgico nos convida a erguer a vista sobre a realidade do tempo presente, marcado pela transitoriedade e caducidade de todas as coisas. Este nosso tempo que traz consigo as marcas e os efeitos destrutivos e deterioradores do pecado, uma experiência marcada pela dor, o sofrimento, a imperfeição e a morte. Estas marcas são experimentadas de muitas e variadas maneiras. Estão presentes e patentes na corrupção política, na violência doméstica, na brutal violência do trânsito, na escalada sempre crescente de crimes contra a vida, na conformada convivência com a pedofilia, na infame “cultura do estupro”, na indústria e turismo do sexo, na exploração da fé por falsos pastores e etc. Mas, nenhuma dessas coisas citadas nos derrotam tanto quanto a nossa pessoal experiência de nossa pecaminosidade latente e às vezes dominante, como esta relatada pelo apóstolo Paulo: “Não entendo o que faço. Pois não faço o que desejo, mas o que odeio. E, se faço o que não desejo, admito que a lei é boa. odeio. E, se faço o que não desejo, admito que a lei é boa. Neste caso, não sou mais eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim. Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim. Assim, encontro esta lei que atua em mim: Quando quero fazer o bem, o mal está junto a mim. Pois, no íntimo do meu ser tenho prazer na lei de Deus; mas vejo outra lei atuando nos membros do meu corpo, guerreando contra a lei da minha mente, tornando-me prisioneiro da lei do pecado que atua em meus membros” (Romanos 7:15-23). Nenhuma experiência é tão dolorosa e causa tanto abatimento como essa descrita por Paulo. Esta é a nossa verdade também. O Advento é um tempo de alento que usa justamente o restante da passagem citada para nos impulsionar sobre o por vir, para nos animar a continuar atravessando em meio a este vale de lágrimas, para a entrada definitiva no Reino de vida e justiça para todos: “Miserável homem eu que sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor” (Romanos 7:24,25). E por que precisamos de um tempo assim? Exatamente porque a nossa natureza rapidamente se acomoda, porque nosso coração se deixa enredar, seduzir e no final se aprisionar pela realidade desta vida. Embora o pecado seja essencialmente mal, nem sempre ele se revela feio e não palatável. Eva, pouco antes de pecar, atestou ser o pecado algo bom de se olhar e mesmo desejável de se experimentar. Assim, precisamos de a todo tempo e de tempos em tempos, receber uma “dose extra” de esperança e um choque de escatologia. Precisamos ser recordados de que esta vida não é tudo o que há e que estamos destinados, por graça e misericórdia, a desfrutar de um mundo infinitamente melhor, incomparavelmente perfeito, santo, justo, harmonioso, feliz e etc. Devemos ser alertados que o modo como gerenciamos os bens deste mundo, como os empregamos, como os gastamos e a finalidade última que lhes destinamos, indicam exatamente onde temos colocado a nossa expectação e qual o ‘tamanho’ do futuro que aguardamos. O Senhor Jesus veio uma vez, visitou-nos em nossa carne, fez-se um de nós e enquanto viveu a nossa realidade, ensinou-nos a anelar por aquela vida que Ele conhecia desde sempre nas moradas celestes. Depois de ter cumprido na cruz a sua missão e tendo voltado para os céus, foi-nos preparar um lugar. É este o lugar, no futuro, para onde tendemos e para onde desde agora, devemos ansiar. Advento, voltando para a casa! 
Reverendo Luiz Fernando
 é ministro do Evangelho na Igreja Presbiteriana Central de Itapira